O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso (Sintep/MT) acusa o governador de gastar mais de 7 milhões de reais com alocamento de 88 militares em escolas cívico-militares, gerando críticas e questionamentos sobre a destinação desses recursos.
O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso (Sintep/MT) denunciou o governador do estado, acusando-o de gastar mais de 7 milhões de reais com a alocação de 88 militares em escolas cívico-militares.
Segundo o Sintep/MT, essa despesa representa uma média de aproximadamente 79.545,45 reais por ano por agente de segurança. O sindicato ressalta que esse montante poderia ser melhor utilizado em investimentos direcionados às escolas públicas, que enfrentam diversas carências e necessidades.
Enquanto o governador alega falta de recursos para valorizar adequadamente os trabalhadores da educação, o Sintep/MT questiona esses gastos considerados excessivos com militares nas escolas cívico-militares. O sindicato destaca que esses recursos poderiam ser direcionados para a melhoria da infraestrutura das escolas e para o pagamento de salários mais justos aos profissionais da educação.
Atualmente, Mato Grosso possui 664 escolas estaduais, sendo apenas 26 adotando o modelo cívico-militar. O Sintep/MT levanta questionamentos sobre a alocação desses 88 profissionais da segurança pública, desde coronéis até soldados e agentes penais e socioeducativos.
O sindicato também alerta para a possibilidade de aumento desses gastos caso mais unidades escolares cívico-militares sejam implantadas, o que poderia elevar o montante anual para cerca de 21 milhões de reais.
Diante da discrepância entre esses gastos com militares e a desvalorização salarial enfrentada pelos profissionais da educação, o Sintep/MT reivindica uma revisão dessas despesas e uma maior prioridade na valorização dos trabalhadores da área.
Essa denúncia do Sintep/MT coloca em foco a destinação dos recursos públicos e a necessidade de investimentos efetivos na educação, fortalecendo a discussão sobre as prioridades do governo estadual em relação à área educacional.

















