O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, sugeriu que o governador Mauro Mendes (União) rescinda o contrato com o Consórcio BRT (Ônibus de Transporte Rápido), devido ao atraso na conclusão das obras. De acordo com o presidente, os prejuízos são muitos, principalmente para a sociedade.
“Temos uma opinião formada no Tribunal de Contas, essas três empresas definitivamente não têm condições de tocar e nem de terminar essa obra. Então a dica, que eu entendo que seja o caminho, é o governo rescindir com essas três empresas, fazer um emergencial e trazer uma empresa que comece e termine no prazo estabelecido. A gente já vê prejuízo, principalmente à sociedade”, disse o presidente na manhã desta quinta-feira (30/1) durante visita na obra do BRT.
Ainda segundo Sérgio Ricardo, ele visita o local há vários dias e não vê ninguém trabalhando na obra. O presidente afirma que não adianta ficar conversando com a empresa para tentar chegar a uma solução porque ela não tem mais condições de concluir as obras.
“Ficamos a semana inteira andando aqui, não tem gente trabalhando aqui. A gente já observou que as empresas não tem condições financeiras e estruturais para continuar essa obra. Então na nossa opinião não adianta mais ficar conversando com essas empresas. Elas já mostraram que não tem mais estrutura e não tem condições. Fica aqui uma sugestão do Tribunal de Contas para terminar com essa agonia da população”, declarou Sérgio.
Na quarta-feira (29), o governador já havia admitido a possibilidade de romper o contrato com a empresa.
“O governo está apertando muito as empresas do BRT. Só nesse ano, já fiz quatro reuniões com as equipes técnicas para discutir esse assunto com o secretário Marcelo Oliveira. Estamos no limite para tomar uma decisão, mas essa decisão tem que ser bem fundamentadas. Eu, como governador, não posso tomar essa decisão no afogadilho, fazer uma bobagem e o Estado ter que indenizar”, falou Mauro.
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