O governador Mauro Mendes (União) afirmou que existe “gente por trás” das recentes reportagens e editoriais que começaram a surgir na imprensa nacional tratando da troca do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para o Ônibus Rápido de Transporte (BRT). Segundo o gestor, já foi provado na delação do ex-governador Silval Barbosa que foi pago propina para as empresas do Consórcio: “Estou de saco cheio de nego que tenta roubar dinheiro público”.
“Com certeza tem gente por trás disto. Quem está dentro, vai ter que devolver mais de R$ 1 bilhão, está trabalhando para tentar vender. A
decisão está tomada, a obra já iniciou, foi aprovado pela Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas do Estado (TCE), por todo mundo. Pode colocar em mídia aqui, acolá, decisão está tomada. Eles roubaram, fizeram sacanagem”, disse o governador.
Mauro ainda continuou a dizer que as empresas “estavam tentando roubar dinheiro público. Estou de saco cheio de nego que tenta roubar dinheiro público. Esse dinheiro é de todos nós. Eles confessaram, o Silval confessou que tinha propina sendo paga. Por isso o contrato foi rescindido”.
Em 2020, Mauro Mendes anunciou a troca do VLT pelo BRT, com a promessa de a obra fosse iniciada em agosto de 2021, com previsão de conclusão para 2025. A substituição do modal, no entanto, enfrentou uma série de obstáculos na Justiça, movidos por ações impetradas pela Prefeitura de Cuiabá.
O prefeito Emanuel Pinheiro conseguiu que o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendesse a implantação do BRT para analisar se o abandono do VLT teria viabilidade ou não. Porém, uma liminar do ministro Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, derrubou a decisão do TCU e liberou as obras.
Em dezembro, Dias Toffoli julgou o mérito da ação e confirmou que o TCE é o único órgão competente para fiscalizar o BRT, tirando o TCU do empreendimento. Diante disso, Emanuel disse que iria analisar os projetos do BRT para decidir se libera ou não as obras na Capital.



















