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Receita Federal rastreia origem de metanol usado em bebidas falsificadas

O objetivo é coletar amostras e elementos para análise química, rastreando a origem da substância e comparando com lotes de bebidas falsificadas
Divulgação Polícia civil/RJ

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Receita Federal, em conjunto com a Polícia Federal, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), deflagrou na manhã desta quinta-feira (16/10) a Operação Alquimia, voltada à investigação de desvio de metanol em bebidas alcoólicas e combustíveis.

A ação ocorre após o aumento de casos de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas, com potencial risco à saúde pública. O objetivo é coletar amostras e elementos para análise química, rastreando a origem da substância e comparando com lotes de bebidas falsificadas apreendidas em operações anteriores.

Força-tarefa nacional

A operação mobiliza 48 servidores da Receita Federal e conta com apoio de órgãos parceiros em 24 empresas localizadas em cinco estados: São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Entre os alvos estão importadores, terminais marítimos, empresas químicas, destilarias e usinas, identificados por seu envolvimento na cadeia de produção e distribuição de metanol.

Histórico das operações

A Operação Alquimia é um desdobramento das operações Boyle e Carbono Oculto, que investigaram adulteração de combustíveis com metanol. Segundo a Receita Federal, há indícios de que combustível adulterado tenha sido utilizado na produção clandestina de bebidas alcoólicas, configurando uma cadeia de irregularidades com graves riscos à saúde.

A Operação Boyle apurou a adulteração de combustíveis com metanol, enquanto a Operação Carbono Oculto identificou um esquema de desvio do produto, envolvendo empresas de fachada que repassavam o metanol a postos de combustíveis. A Operação Alquimia amplia a investigação, incluindo a rastreabilidade do metanol desde a importação até sua destinação final.

Riscos à saúde e impacto econômico

O metanol é altamente tóxico. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em bebidas alcoólicas, a presença da substância deve ser inferior a 0,1%. O uso de combustíveis na produção de bebidas é proibido. Além dos riscos à saúde, a pirataria e adulteração de bebidas alcoólicas geram prejuízos estimados em R$ 85,2 bilhões, segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP).

Cidades alvo da operação

As coletas e vistorias foram realizadas nas seguintes localidades:

  • Mato Grosso: Várzea Grande

  • Mato Grosso do Sul: Caarapó, Campo Grande, Dourados

  • Paraná: Araucária, Colombo, Paranaguá

  • Santa Catarina: Cocal do Sul

  • São Paulo: Araçariguama, Arujá, Avaré, Cerqueira César, Cotia, Guarulhos, Jandira, Laranjal Paulista, Limeira, Morro Agudo, Palmital, Sumaré, Suzano

A operação segue em andamento, com coleta de amostras, análise e fiscalização detalhada, visando coibir irregularidades na indústria de bebidas alcoólicas e combustíveis no país.

Infográficos, fotos e vídeos da operação serão disponibilizados ao longo do dia nos canais oficiais da Receita Federal.

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