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Projeto de Extensão realiza ação psicológica em comunidade indígena de Mato Grosso

Povo Bakairi, de Nobres (MT), recebe professores e alunos da UFMT

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Da Redação

O projeto de extensão Roda de Psicologia Social Comunitária do Curso de Psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Câmpus Cuiabá, realiza a ação “Caminhos Comuni Bakairi” na cidade de Nobres (MT). O projeto visa promover e aproximar os povos originários não apenas na universidade, mas também com demandas sociais que vão surgindo através dos encontros.

A professora e coordenadora do projeto, Mírian Sewo, conta que para este ano, o foco da ação é o ingresso na universidade, uma nova demanda apresentada pelo povo Bakairi, na Aldeia Santana, em Nobres, a 120km da capital, Cuiabá. “Cada vez que nós estamos com eles e realizamos algumas atividades lá, novas necessidades vão se apresentando”, diz a professora.

Entre maio e junho, a depender da data de abertura da inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), uma nova ida da comunidade para Cuiabá será marcada. Os participantes do projeto vão acompanhar cada detalhe, desde a inscrição até o SISU. Eles também vão mostrar um pouco mais da universidade para incentivá-los a querer estar no ambiente universitário.

Segundo a coordenadora, atualmente, além de trabalhar com a forma de ingresso na universidade, o projeto atua com outras atividades, como o grafismo, e que novas necessidades vão surgindo, desde a área da saúde até geração de renda. “Toda ação que a gente desenvolve acaba por abrir horizontes para outros projetos de extensão, inclusive de outros cursos”.

Encontros valorizam saberes acadêmicos e tradicionais

A cada novo encontro, feito semanalmente, o projeto realiza estudos e oficinas para que haja uma relação de troca respeitosa e de confiança entre os participantes do projeto e os povos originários.  “A gente tem aprendido muito com eles, espero que eles com a gente também, essa troca de fazeres também está muito interessante”, completa Sowo.

Para os universitários, o Roda de Psicologia Social Comunitária, além de ser importante como um projeto de extensão, também está associado a disciplinas da grade curricular, como psicologia social e psicologia comunitária, trabalho de conclusão de curso e estágio.

O curso já está na terceira oferta realizada em conjunto com o povo Bakairi. “A gente tem conseguido reunir em torno dessa ação diversos estudantes da psicologia que tem vontade e interesse de se aproximar das comunidades indígenas”, diz a professora.

A ação Caminhos Comuni Bakairi teve início em março do último ano. Desde então, o projeto de extensão promove o projeto de extensão promove atividades com o povo em torno do grafismo em artefatos, camisetas e ecobags, uma causa que a comunidade manifestou interesse para que pudessem comercializar, como uma alternativa de renda.

Além de receber visitas, os Bakairi também visitam a UFMT. Em 2023, eles visitaram Cuiabá duas vezes, uma delas para o projeto do curso de psicologia. “Acontece deles virem para Cuiabá para outras atividades também, seja da Secretaria de Educação (SEDUC) ou do próprio movimento indígena. Quando isso ocorre, a gente aproveita para organizar alguma atividade com eles e com os estudantes”.

O Roda de Psicologia Comunitária desenvolve ações em diferentes comunidades, sejam elas urbanas, do campo, indígenas e quilombolas, tendo como propósito contribuir com participação, solidariedade e engajamento social para construir soluções para os problemas, querendo também desenvolver e sistematizar trabalhos com grupos tendo como base a psicologia social comunitária. Conheça um pouco mais do projeto no link.

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