A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27), a segunda fase da “Operação Caminho das Pedras”. A ação visa desarticular uma organização criminosa sediada em Governador Valadares (MG) especializada no tráfico internacional de drogas e na lavagem de dinheiro. O grupo é investigado por tentar enviar 1,3 tonelada de cocaína para a Europa em dezembro de 2025, carga que foi apreendida no Aeroporto Internacional de Confins (MG).
Nesta etapa, os agentes federais cumprem 20 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em quatro estados. As ordens estão distribuídas em Minas Gerais (14 em Governador Valadares, uma em Nova Lima e uma em Ibirité), Goiás (uma em Goiânia e uma em Cristalina), Espírito Santo (uma em Vila Velha) e Mato Grosso do Sul (uma em Três Lagoas).
Além das buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio de contas bancárias de 33 pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema. Também foram autorizados o sequestro de imóveis, a apreensão de veículos de alto luxo e o confisco de uma aeronave pertencente aos integrantes do grupo.
De acordo com o relatório da Polícia Federal, os investigados acumularam um patrimônio de alto padrão com fortes indícios de que os bens foram financiados diretamente com o lucro do tráfico internacional. A suspeita é que a organização tenha operado o envio de outras remessas de entorpecentes para o continente europeu antes da apreensão histórica no aeroporto mineiro.
Os alvos da operação poderão responder judicialmente pelos crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas serão aplicadas conforme a individualização das condutas de cada suspeito mapeado ao longo do inquérito.

















