O secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, rebateu as críticas do deputado Wilson Santos (PSD) sobre a gestão financeira do governo. As contas serão apreciadas pela Assembleia Legislativa no dia 15 de janeiro.
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu parecer prévio favorável.
Durante sessão plenária desta segunda-feira (22), o deputado Wilson Santos alegou que “os números não se encaixavam” e mencionou um suposto superávit de R$ 11 bilhões, afirmando ainda que convocaria o secretário para explicar os números antes da votação. Ele também criticou a gestão financeira do estado em relação a aumentos e pagamentos de Revisão Geral Anual (RGA).
“A democracia funciona desta forma, para não dar para fazer críticas genéricas e que você não tem nem como contestar. Os números falam por si. Na semana passada, aqui em Mato Grosso, nós tivemos eventos muito importantes para a população, que é quem tem que avaliar também é a população”, afirmou o secretário em entrevista nesta terça-feira (23).
Para contrapor as alegações de má gestão, o secretário enumerou uma série de investimentos e conquistas estaduais recentes. A lista inclui grandes obras, como o Hospital Central de R$ 280 milhões e a duplicação da BR-163, avanços na saúde pública, e indicadores sociais positivos, como baixos índices de pobreza e desigualdade. Ele também reafirmou compromissos com os servidores, citando o pagamento do RGA em janeiro e recuperação salarial acumulada desde 2022.
“Um Hospital Central custou R$ 280 milhões. O primeiro estado que vai fazer a cirurgia robótica totalmente pelo SUS, a BR-163 sendo duplicada, o estado com terceiro menor índice de pobreza, o segundo estado com menor desigualdade de renda, o estado que mais investe de acordo com a receita corrente líquida, 20%, enfim, investimentos em todas as áreas, na educação, na saúde, construindo no interior, além do hospital central na capital, construindo quatro hospitais regionais, o servidor público recebendo aí os seus RGAs em janeiro, fomos o primeiro estado depois da pandemia a pagar, já foram quase 25 % de 2022 pra cá de recuperação salarial. Então acho que tem que fazer uma avaliação aí e o deputado apresentar suas ponderações pontuais. Que tipo de interesse não tá sendo atendido? É o da população mesmo?”, questionou.


















