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MP pede prisão preventiva de empresário acusado de matar motociclista após acidente

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) solicitou à Justiça a prisão preventiva do empresário José Lázaro Schneider, investigado pela morte do motociclista Gabriel Correia Sabatine, de 20 anos, em um acidente ocorrido no último dia 30 de maio, em Sapezal. O pedido foi apresentado após o suspeito obter liberdade provisória mediante pagamento de fiança e cumprimento de medidas cautelares.

Schneider foi preso em flagrante após o acidente e responde por homicídio culposo na direção de veículo automotor sob influência de álcool e por deixar o local sem prestar socorro à vítima. A soltura foi autorizada durante audiência de custódia realizada no domingo (31).

De acordo com as investigações, o empresário conduzia uma caminhonete Toyota Hilux quando atingiu a motocicleta pilotada por Gabriel. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Após a colisão, o motorista teria deixado a cena do acidente e sido localizado posteriormente em sua residência.

Segundo a Polícia Militar, o teste do bafômetro realizado após a abordagem apontou 0,86 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, índice acima do permitido pela legislação de trânsito.

Ao conceder a liberdade provisória, o juiz plantonista Luiz Guilherme Carvalho Guimarães considerou que o investigado é réu primário, possui residência fixa e atividade profissional lícita. O magistrado também observou que, naquele momento, não havia pedido formal da autoridade policial ou do Ministério Público pela decretação da prisão preventiva.

Como medidas cautelares, Schneider foi obrigado a comparecer periodicamente à Justiça, está impedido de deixar a comarca sem autorização judicial, não pode frequentar bares e estabelecimentos semelhantes, teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e precisou recolher fiança equivalente a dez salários mínimos, cerca de R$ 16 mil.

A decisão gerou forte reação em Sapezal. Familiares, amigos da vítima e moradores realizaram manifestações e utilizaram as redes sociais para cobrar punição mais rigorosa ao motorista, questionando principalmente a concessão da liberdade provisória.

No recurso apresentado posteriormente, o promotor de Justiça Álvaro Schiefler Fontes argumentou que a gravidade da conduta demonstra risco à ordem pública. Segundo ele, dirigir sob elevado estado de embriaguez e provocar uma morte evidencia desprezo pela vida e pela segurança no trânsito.

O representante do Ministério Público também destacou que o empresário é investigado em outro procedimento relacionado à violência doméstica. Conforme os autos, ele teria enviado mensagens de áudio à ex-companheira, em dezembro de 2025, afirmando ter adquirido uma arma e ameaçando matá-la.

Para o promotor, as medidas cautelares impostas não são suficientes para garantir a aplicação da lei penal nem para evitar possíveis interferências na apuração dos fatos. Diante disso, o Ministério Público requer que a Justiça substitua a liberdade provisória pela prisão preventiva do investigado.

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