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Membros de facção são capturados após homicídio ligado ao tribunal do crime

Vítima, morta no mês de agosto, foi submetida ao Tribunal do Crime por atuar com o tráfico de drogas sem autorização da facção criminosa

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A Polícia Civil prendeu, no fim da tarde de segunda-feira (15), dois integrantes de uma facção criminosa que estavam foragidos por envolvimento em um crime de tortura e homicídio registrado no mês de agosto. As prisões ocorreram em uma área rural, após diligências conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda.

Segundo a investigação, os suspeitos atuavam como “seguranças” em um garimpo da região e planejavam fugir para o estado de Rondônia após a decretação das ordens judiciais. Durante a ação, outros dois homens também foram presos: um em flagrante por tráfico de drogas e outro por possuir mandado de prisão em aberto.

As diligências começaram após denúncia anônima indicar que criminosos ligados à facção estariam escondidos em uma propriedade rural. Ao perceberem a aproximação policial, os suspeitos tentaram fugir por uma área de mata, mas foram alcançados e detidos.

Com um dos presos, os policiais apreenderam um revólver calibre .38 com seis munições. Com o outro, foi encontrada uma pistola calibre 9 mm dentro de uma mochila. Na sequência das abordagens, um terceiro suspeito foi flagrado com porções de maconha e munições, enquanto o quarto tentou se identificar com nome falso, sendo posteriormente constatado que havia contra ele um mandado de prisão vigente.

De acordo com a Polícia Civil, o homicídio vitimou José Henrique Marques Silva, morto em 25 de agosto após ser submetido a um chamado “tribunal do crime”. A motivação, conforme apurado, foi a prática conhecida como “cabritagem”, quando a vítima teria comercializado drogas sem autorização da facção.

No dia do crime, os investigados teriam atraído a vítima até o local por meio de uma mulher, já presa, sob o pretexto de uma negociação. Em seguida, José Henrique foi levado a outra residência, onde passou por um julgamento informal e acabou executado. O corpo foi localizado no dia seguinte, com sinais de tortura.

O delegado Rômulo Schifer afirmou que a captura exigiu ação estratégica, já que os investigados se escondiam em área de garimpo ilegal, onde exerciam função de disciplina da facção, com intimidação armada da população local.

A Polícia Civil investiga o caso.

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