O declarado apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), ao governo de Mato Grosso em 2026, foi bem recebido pelo governador Mauro Mendes (União) em declaração à imprensa nessa sexta-feira (24/10), em Cáceres. O apoio de Bolsonaro foi informado pelo presidente estadual do PL, Ananias Filho, que participou na última terça-feira de uma reunião em Brasília, com a participação do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.
Em Cáceres, onde inaugurou, ao lado do presidente em exercício, Geraldo Alckmin, a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Engenheiro Adilson Reis, Mauro Mendes foi questionado pelos jornalistas sobre o apoio a Pivetta, que já foi definido pelo grupo do governador como seu candidato à sucessão. Mauro disse que a notícia que chegou de Brasília pela imprensa o surpreendeu, mas ele classifica o apoio de Bolsonaro como importante.
“Vi com bons olhos, porque o presidente Bolsonaro é uma liderança expressiva no Estado e todo apoio é importante, mas quem vota aqui no Estado de Mato Grosso é o cidadão mato-grossense. Mas o apoio dele [Bolsonaro] é um apoio que muita gente disputa no Brasil inteiro, disputa aqui em Mato Grosso e tenho certeza que isso pode ajudar a candidatura dele, a eventual candidatura dele, ou de qualquer um”, afirmou Mauro Mendes.
A intenção de Bolsonaro em apoiar Pivetta seria em decorrência do fato de o senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao governo, em ter a deputada estadual Janaina Riva (MDB) como candidata ao Senado na chapa. A informação é que Bolsonaro teria enviado uma mensagem clara à cúpula do partido: não quer associação direta de seu nome ao sobrenome Riva.
Entretanto, mesmo com a posição do ex-presidente, o presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, após se reunir por mais de três horas com o presidente Valdemar Costa Neto, afirmou que o senador Wellington Fagundes segue como o pré-candidato do partido ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. “Tudo certo e do mesmo jeito, tudo continua como antes. Wellington é o candidato do PL ao governo de Mato Grosso” afirmou Ananias Filho.
Já o senador Wellington Fagundes disse à imprensa que apesar da articulação contrária ao seu projeto, não há sentimento de traição.
“De forma alguma me sinto traído. Muito pelo contrário, nosso projeto é trabalhar para que a gente possa aprovar a anistia. Nós queremos o presidente Bolsonaro como nosso candidato”, disse o senador, que mantém sua pré-candidatura ao governo do Estado.
Ele disse ainda que não foi comunicado formalmente da decisão do partido sobre as candidaturas ao Governo e ao Senado e destacou a importância do processo interno.
“Não tive a oportunidade de conversar com o presidente Valdemar. Em todas as conversas, ficou acertado que Bolsonaro definiria as vagas ao Senado, e Valdemar definiria as vagas para deputados e governadores”, disse.
Enquanto ocorrem as tratativas para definir oficialmente quem será o candidato apoiado pelo Partido Liberal, lideranças defendem uma composição entre o grupo do PL e o do governador Mauro Mendes (União Brasil), que articula a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás. A ideia, defendida pelo deputado federal Juarez Costa (MDB), é trabalhar pelo nome de Otaviano Pivetta para disputar o governo em 2026. Ele contou que até conversou com Wellington para que ele abra mão da disputa, já que ainda tem mais quatro anos no Senado.

















