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Mauro critica uso da Lei Magnitsky: “Sanções contra Moraes nunca deveriam ter sido feitas”

Para o governador, a própria existência das sanções já representou um erro e a reversão da medida confirma o uso inadequado do instrumento internacional
O governador Mauro Mendes Crédito - Mayke Toscano/Secom

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), criticou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar e depois retirar sanções da chamada Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e seus familiares. Para o governador, a própria existência das sanções já representou um erro e a reversão da medida confirma o uso inadequado do instrumento internacional.

Segundo Mauro, se as sanções foram impostas e posteriormente desfeitas, isso demonstra que a decisão inicial foi equivocada. Na avaliação do governador, a Lei Magnitsky não deveria ter sido utilizada nesse contexto e a situação expõe um desgaste desnecessário nas relações institucionais.

“Primeiro, que não devia ter feito. Se fez e desfez é porque não devia ter feito. Se fez e desfez é porque fez mal feito. Acho que nunca devia ter colocado taxação no Brasil, mas agora acho que o Brasil precisa pacificar essas conclusões”, afirmou.

Mauro Mendes também comentou sobre as taxações impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, defendendo que essas medidas nunca deveriam ter ocorrido. Apesar disso, ponderou que o momento exige pacificação e foco em temas que tenham impacto direto na vida da população brasileira, em vez de disputas políticas ou ideológicas no campo internacional.

A retirada das sanções impostas com base na Lei Magnitsky foi interpretada por analistas políticos como um revés para o campo bolsonarista. Isso porque aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), atuaram no exterior para pressionar por medidas contra o Brasil, em reação à condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.

Com a reversão da decisão norte-americana, o episódio reforça o desgaste dessas articulações internacionais e recoloca o debate sobre os limites do uso de sanções estrangeiras em disputas políticas internas.

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