A “hipocrisia institucional” e a burocracia que atrasam o agronegócio brasileiro, como o licenciamento ambiental da mina de potássio de Autazes (AM), foram alvos de duras críticas do governador Mauro Mendes (União) durante o XIII Fórum de Lisboa, em Portugal, na quarta-feira (2). Falando no painel “Agronegócio e Segurança Alimentar: desafios para a cooperação”, Mendes alertou que o Brasil não alcançará o status de primeiro mundo enquanto o poder público frear projetos vitais para o setor produtivo.
Mendes destacou o caso da mina de Autazes, essencial para reduzir a dependência de 85% de fertilizantes importados. “A mina ficou 15 anos, longos 15 anos, para ter um licenciamento ambiental. Isso não é sério! Nenhum país do mundo trata dessa forma uma atividade econômica tão importante como é o agronegócio, como é a produção de alimentos”, afirmou.
O governador criticou a continuidade dos entraves. “E esse mesmo licenciamento ambiental já está sendo objeto de questionamento de ONG, de ações judiciais, que pode atrasar por mais anos e anos”, acrescentou.
O governador enfatizou os impactos da burocracia. “Não seremos um país de primeiro mundo, enquanto o poder público, as leis e os marcos legais, permitirem que coisas tão importantes sejam tratadas com tamanho irrelevância”, declarou. Ele também questionou prioridades. “Ou permitirmos, o que é pior, que interesses que não são de todos nós brasileiros, interesses que não são dos nossos produtores, da nossa sociedade, sejam colocados em primeiro plano”, completou.
O Fórum de Lisboa, apelidado informalmente de “Gilmarpalooza” por reunir magistrados, políticos e empresários, debate até sexta-feira (5) temas como meio ambiente e segurança jurídica. Além de Mendes, Mato Grosso foi representado por Janaina Riva (MDB), Eduardo Botelho (União), Dr. João (MDB), Ulisses Rabaneda (CNJ), Marcos Marrafon e Anglizey Solivan, além de Lucas Beber, presidente da Aprosoja-MT.
















