Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Líder do CV, “Macucu” tentou destruir celular dentro do avião antes de ser preso, diz delegado

“Arremessou o aparelho com força no chão para quebrar, mas não conseguiu porque o piso da aeronave era emborrachado”, afirmou o delegado Bruno Abreu.

publicidade

Thiago Henrique Alves de Oliveira, de 33 anos, conhecido como “Macucu” e apontado como liderança do Comando Vermelho em Várzea Grande, foi preso ao desembarcar no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, na segunda-feira (8). Segundo o delegado Bruno Abreu, o suspeito tentou destruir o próprio celular ainda dentro da aeronave para impedir que a polícia acessasse o conteúdo do aparelho.

“No momento da abordagem, ele pegou o celular e tentou destruí-lo. Arremessou o aparelho com força no chão para quebrar, mas não conseguiu porque o piso da aeronave era emborrachado, o que reduziu o impacto. Ainda assim, a intenção dele era realmente danificar o telefone”, afirmou o delegado Bruno Abreu.

A equipe cumpriu o mandado de prisão no momento em que Thiago e a companheira retornavam de uma viagem a Natal (RN). Assim que foi informado sobre a ordem judicial, o investigado arremessou o telefone no chão, mas não conseguiu danificá-lo de forma suficiente porque o piso do avião era emborrachado. A tela trincou, porém o equipamento permaneceu funcional para a perícia.

De acordo com o delegado, Thiago afirmou que “morreria” caso a polícia tivesse acesso às mensagens e registros armazenados. O aparelho foi apreendido junto a outros cinco celulares encontrados na residência do suspeito, no CPA, além de R$ 10 mil em dinheiro. As investigações indicam que parte dos dispositivos era usada em golpes praticados por meio de um aplicativo de compra e venda.

O investigado é alvo de três inquéritos por homicídios cometidos em setembro deste ano em Cuiabá: as mortes de Edson Amaral de Moura, o “Baleia”, no dia 2, e de Alberto Pereira Santos e Hendrew Felipe Araújo da Silva, em 22 de setembro. Mesmo sob investigação, Thiago conseguiu deixar Mato Grosso usando documentos verdadeiros, identificados como regulares no momento da abordagem.

Segundo Bruno Abreu, a Polícia Civil descobriu a localização do suspeito apenas três dias antes da prisão, quando ele já estava em Natal. A equipe monitorou o retorno e aguardou o desembarque para cumprir o mandado.

Além dos homicídios, Thiago responde por tráfico de drogas e participação em organização criminosa. Após a morte de um dos chefes do CV em março, Gilmar Machado da Costa, morto em confronto com o Gaeco, a polícia aponta que Thiago assumiu posição de comando na região e chegou a publicar uma homenagem ao líder nas redes sociais.

A defesa do suspeito ainda não foi localizada. Thiago deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira (9). A Polícia Civil investiga o caso.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade