O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou nesta quarta-feira (19) que a aprovação do reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Tribunal de Justiça foi resultado direto da autonomia administrativa e financeira do próprio Poder Judiciário. Para ele, caso o governador Mauro Mendes (União) decida vetar o projeto, a tendência é que o Legislativo derrube o veto.
“O que tinha que ser feito, já foi feito. Passou pelas comissões, pela Comissão de Constituição e Justiça, teve pedido de vista. A Assembleia tinha que decidir: ou votava a favor, ou rejeitava a mensagem do Judiciário. E como vamos rejeitar algo que tem orçamento próprio e independência financeira? […] eu acredito que, se depender desta Casa, dificilmente será mantido o veto do governador, porque os deputados estão conscientes de que a independência do Judiciário está acima de qualquer coisa”, disse.
O deputado lembrou ainda que o governador tem cerca de 15 dias para tomar a decisão. Dependendo da data, o recesso pode empurrar a análise do eventual veto para 2026.
“Dependendo do tempo, talvez não dê para apreciar ainda este ano. Mas, se possível, vamos apreciar para que no ano que vem o servidor do Judiciário já tenha sua folha salarial dentro da norma prevista”, observou.
Questionado sobre o histórico da Assembleia de manter vetos do Executivo, Júlio ponderou que a votação secreta impede previsões absolutas, mas reforçou que o placar desta quarta-feira fala por si.
“Como foi uma votação unânime, acredito que esse veto não tem como ser mantido depois da votação estrondosa de hoje”, concluiu.
















