Por Esportes & Notícias
Em meio a um embate sobre o futuro do transporte público na região metropolitana de Cuiabá, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) expressou discordância em relação às declarações de seu pai, o ex-deputado José Geraldo Riva, que é defensor do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), e se diz idealizador do projeto do modal de transporte na Capital.
Em recente entrevista concedida ao programa do deputado estadual Wilson Santos (PSD), Riva atribuiu a responsabilidade pela não conclusão da obra do VLT aos ex-governadores Silval Barbosa e Pedro Taques, afirmando que a obra, inicialmente prevista para ser entregue em 2014, ano da Copa do Mundo, foi comprometida por negligências administrativas.
As obras do VLT deveriam ter ficado prontas para a Copa do Mundo de 2014, mas não foram concluídas. Já foi gasto mais de R$ 1 bilhão no projeto. Após atrasos e problemas, em 2020, o governo estadual decidiu trocar o VLT por um sistema rápido de ônibus, o BRT (Ônibus de Trânsito Rápido).
Na avaliação de Janaina, o BRT é uma alternativa mais viável para atender às demandas de mobilidade urbana da região, acompanhando o crescimento das cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
“Eu sempre defendi o BRT, acho que é mais viável. Ele já até discutiu comigo sobre isso, mas acho que é algo mais seguro de ser feito e que se adapta melhor ao crescimento da cidade, porque o VLT acaba ficando numa trilha que ela é imutável”, comentou a deputada.
Na visão de Janaina Riva, o BRT possui capacidade para atender à mesma demanda da população que o VLT atenderia, sem que um modal se sobressaia em benefícios em relação ao outro. Ela ressalta ainda que, ao contrário do que ocorreria com o VLT, o BRT oferece maior flexibilidade para estabelecer pontos de parada estratégicos, acompanhando o desenvolvimento urbano de Cuiabá.
“As obras do VLT começaram em 2012, mas foram paralisadas dois anos depois, deixando uma grande cicatriz na região metropolitana”, destacou a parlamentar.
Para validar a troca de modal do VLT pelo BRT, o governador Mauro Mendes (União) explicou que a tarifa de R$ 3,04, do BRT, leva em conta os mesmos parâmetros usados para calcular a tarifa de R$ 5,28 referente ao VLT.
A obra do sistema de ônibus foi licitada por aproximadamente R$ 468 milhões, deve durar dois anos e vai receber cerca de 145 mil embarques por dia.



















