A investigadora, de 39 anos, que foi acusada pelo seu marido, um delegado regional, de tentativa de homicídio, registrou um boletim de ocorrência e contestou a versão da autoridade policial. Ela afirmou que sofre violência física e psicológica e acrescentou que quem efetuou tiros, na segunda-feira (12), foi o seu esposo.
O registro da investigadora foi feito na noite de segunda-feira, depois da denúncia do delegado. Ela contou que se casou há um ano e um mês e que “vem sofrendo de forma contínua violência doméstica física, psicológica, emocional e financeira pelo cônjuge”.
No documento, ela afirma que o delegado é extremamente ciumento e que inclusive já a agrediu na frente do filho dela de 14 anos, da tia que era empregada doméstica do casal e por vizinhos do casal em Cáceres (240 km de Cuiabá). Ela afirma que já apanhou dele cinco vezes e que na data dos fatos sofreu agressão física e injúrias por motivo fútil de ciúme.
A investigadora narrou que o delegado ficou com ciúme do padrasto dela e que, após a discussão, a autoridade policial fez três tiros. A mulher ainda detalhou que como a sua mãe foi testemunha das agressões e que viria na delegacia denunciá-lo o delegado teria se adiantado e feito a denúncia, segundo ela, “de forma inverídica”.
As duas versões são investigadas pela Polícia Civil de Chapada dos Guimarães. A reportagem não conseguiu falar com a defesa dos envolvidos.

















