O investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves será julgado por júri popular na tarde desta segunda-feira (15), pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz. A sessão está marcada para começar às 13h30, no Fórum de Cuiabá, sob presidência da juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal.
O julgamento ocorre quase dois anos após o crime, registrado em 27 de abril de 2023, dentro da loja de conveniência de um posto de combustível localizado em frente à Praça 8 de Abril, na Capital. Inicialmente, o júri estava marcado para o dia 28 de novembro, mas foi adiado em razão das férias da defesa do réu, sendo redesignado para esta data, às vésperas do recesso forense.
Mário Wilson responde por homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele tentou obter absolvição sob a alegação de legítima defesa, tanto no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) quanto no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas todos os pedidos foram negados. O investigador está em liberdade desde setembro de 2023.
De acordo com a denúncia, na madrugada do crime, o policial civil Walfredo Raimundo Adorno Moura Júnior e o policial militar Thiago Ruiz chegaram juntos ao local. Mário Wilson chegou depois e foi apresentado à vítima. Imagens de câmeras de segurança mostram os dois conversando até o momento em que o PM exibe a arma que carregava na cintura. Em seguida, o policial civil toma o revólver, dando início a uma discussão que evoluiu para agressões físicas.
Ainda conforme as investigações, os dois entraram em luta corporal e caíram no chão. Durante o confronto, Mário Wilson efetuou disparos de arma de fogo contra Thiago Ruiz, que morreu no local. Em depoimento posterior, o investigador alegou ter desconfiado que a vítima não fosse policial militar e afirmou que atirou por medo de ser morto durante o desentendimento.
O réu se apresentou à polícia menos de 24 horas após o crime. A sessão do júri será restrita às partes e não contará com acompanhamento da imprensa.
O caso segue sob análise do Tribunal do Júri.


















