A Polícia Civil investiga a identidade do comparsa que ajudou o soldado Raylton Duarte Mourão, suspeito de executar a personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, no último dia 11 de setembro, em Várzea Grande. O policial militar já confessou o crime, mas se recusa a revelar quem pilotava a motocicleta usada na execução.
Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (23), o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), confirmou que a principal linha de investigação apura a possibilidade de o cúmplice também ser um policial militar.
“O comparsa vai ser identificado e preso. Trabalhamos com a hipótese de duas pessoas diretamente envolvidas, mas não descartamos que outros tenham dado apoio logístico ao crime. Ainda é cedo para afirmar, mas não vamos descansar até chegar a todos os envolvidos”, afirmou o delegado.
Raylton declarou em depoimento que a arma utilizada, um revólver calibre .38, teria sido jogada em um rio no Pará e que não sabe o paradeiro da moto. A versão é considerada improvável pela polícia, já que não haveria tempo hábil para o deslocamento.
Câmeras de segurança registraram a ação criminosa: Rozeli deixava sua residência para ir trabalhar quando foi surpreendida pelos dois homens em uma motocicleta. O garupa efetuou ao menos seis disparos, sem dar chance de defesa. A personal morreu dentro do carro.
A investigação aponta que o crime foi motivado por uma disputa judicial entre a vítima e o suspeito, envolvendo um processo contra a empresa dele após um acidente de trânsito.
Rozeli deixou dois filhos, de 6 e 12 anos, que estavam em casa no momento do crime. O marido, caminhoneiro, estava em viagem a trabalho. Veja vídeo:

















