A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) suspendeu o Curso de Intervenção Rápida em Recinto Carcerário (CIRRC-MT) após uma policial penal alegar ter sido torturada por quatro instrutores. Após as queixas, um inquérito policial (IP) foi aberto e dois dos suspeitos já foram ouvidos.
A suspensão do curso ocorreu um dia após o registro do boletim de ocorrência por parte da agente. A policial acusa os instrutores de terem a torturado depois que ela denunciou um colega de ter a importunado sexualmente nas dependências da Penitenciária Central do Estado (PCE).
“A Secretaria de Estado Segurança Pública (Sesp) esclarece que já determinou a imediata suspensão do curso do Grupo de Intervenção Rápida em Recinto Carcerário da Polícia Penal e que irá instaurar procedimento administrativo para apurar a denúncia”, diz trecho da nota encaminhada pela Sesp.
Em uma das denúncias, a suposta vítima relatou que o edital do curso previa que as agentes femininas poderiam fazer o exercício de flexão utilizando o joelho.
A suposta vítima relatou que, durante o exercício, um dos coordenadores pisava nas mãos da comunicante e falava que ali não era lugar dela. O professor ainda teria dito: “seu lugar é na cozinha lavando vasilha”.
Na nota, o governo do Estado disse repudiar qualquer tipo de abuso de poder e que as denúncias serão investigadas.
“O Governo de Mato Grosso reforça que não coaduna com nenhum tipo de abuso de autoridade ou assédio de qualquer natureza”, escreveu a assessoria de imprensa da Sesp.



















