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Garis de Várzea Grande cruzam os braços e exigem quitação de R$ 13,5 milhões em verbas trabalhistas

Para evitar a suspensão total de um serviço considerado essencial, a prefeitura autorizou a Pantanal Ambiental a assumir temporariamente

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Trabalhadores da coleta de lixo em Várzea Grande paralisaram as atividades desde terça-feira (20) em protesto contra uma dívida superior a R$ 13 milhões relacionada ao antigo contrato do serviço. A mobilização envolve funcionários vinculados à empresa Locar Saneamento Ambiental, que deixou de operar no município após decisão judicial.

Segundo os trabalhadores, a falta de pagamento por parte da prefeitura compromete o repasse de verbas trabalhistas, como salários, encargos e outros direitos previstos em convenção coletiva. Eles afirmam que a regularização do débito é fundamental para garantir segurança financeira à categoria durante o período de transição.

Desde o dia 9 de janeiro, a coleta passou a ser executada de forma emergencial pela empresa Pantanal Ambiental. A mudança ocorreu após o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, suspender os efeitos de uma liminar que mantinha a Locar no contrato. Com isso, a antiga prestadora recolheu os veículos e interrompeu as atividades, alegando cumprimento da ordem judicial.

Outro ponto central da paralisação é o remanejamento de trabalhadores. A convenção coletiva da categoria determina que, em casos de troca de empresa, ao menos 80% dos funcionários sejam absorvidos pela nova contratada. Parte dos garis relata insegurança quanto à continuidade do vínculo e ao pagamento de verbas pendentes.

Além da instabilidade atual, trabalhadores apontam que já enfrentavam problemas na antiga empresa, como descumprimento de regras sobre horas extras, reajustes salariais e condições de trabalho, o que aumentou a insatisfação da categoria.

Para evitar a suspensão total de um serviço considerado essencial, a prefeitura autorizou a Pantanal Ambiental a assumir temporariamente a coleta domiciliar e comercial, bem como o transporte e a destinação dos resíduos. A decisão judicial que permitiu a substituição citou risco à saúde pública diante do possível acúmulo de lixo e levantou questionamentos sobre o processo de contratação anterior, cujo mérito ainda será analisado em instâncias superiores.

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