Por Esportes & Notícias
Carlos Fávaro (PSD) que foi anunciado como ministro da agricultura no governo Lula (PT) na quinta-feira (29), em entrevista nesta sexta-feira (30), afirmou que vai defender o diálogo entre produtores rurais e o novo presidente.
O futuro ministro explicou que vai buscar o diálogo, mas não vai tolerar extremismo. Fávaro lembrou que o período de campanha já passou, e que é preciso parar de propagar fake news.
“Quem não se reúne não se une. Então, é nos reunirmos, debatermos, ouvirmos, trazer segurança e pacificação. Eu quero deixar uma mensagem aqui aos produtores: período de eleição e período de campanha, se busca de todas as formas ganhar voto, inclusive insegurança nos eleitores com inverdades, como ‘olha, o Lula presidente acabou com o direito da propriedade’, ‘vai fortalecer a invasão de terra’, ‘vai taxar as exportações’, e isso é discurso de oposição em campanha. Isso acabou. Até porque o presidente Lula já foi presidente e tínhamos diálogo, não taxou exportações,
não acabou com a insegurança jurídica das propriedades. Garantiu direito a crédito, a financiamento investimentos, abriu mercados internacionais, fez infraestrutura, e nós vamos agora mostrar que queremos tudo de novo”, disse em entrevista à TV Centro América.
O futuro ministro da agricultura disse vai buscar a aproximação de produtores Bolsonarista, junto ao presidente petista. Jair Bolsonaro (PL) teve grande apoio do agro mato-grossense, e os produtores foram os maiores financiadores da campanha de Bolsonaro. Em um primeiro momento, a Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) repudiou o nome de Fávaro e Neri Geller (PP), como representantes do agro.
“A eleição acabou, e o presidente eleito foi Lula, e ele vai governar o Brasil. E eu quero até parafrasear o presidente, ‘gostem ou não de mim’ eu sei da importância do agronegócio eu sei a importância para a geração de empregos e para o combate à fome. É preciso muito dialogar com vocês, abrir as portas pra saber quais são os seus anseios e desejos para que nos possamos ter
políticas públicas que fortaleçam o agronegócio. Então neste primeiro momento é isso, diálogo e portas abertas, queremos a reconstrução de diálogo entre os produtores rurais e o Governo federal”, argumentou o senador.


















