O avanço do caruru resistente nas lavouras de Mato Grosso já mudou a lógica do campo e desafia produtores. Com potencial de disputar de forma agressiva por recursos que deveriam nutrir as plantações, destrói a produtividade e avança de forma rápida se não for feito o manejo adequado.
Na avaliação do agrônomo e gestor comercial da Polato Sementes, Jeferson Andrade, em dois anos será praticamente inviável produzir sem cultivares com biotecnologia resistente aos herbicidas mais modernos que combatem ervas daninhas como o Caruru.
Segundo ele, o caruru, principalmente o tipo resistente conhecido como Palmeri, se tornou uma das principais ameaças ao algodão e à soja pela velocidade de disseminação e pela dificuldade de controle. Uma única planta pode produzir entre mais de 600 mil sementes, espalhadas principalmente por maquinários agrícolas que transitam entre propriedades.
O monitoramento do caruru-palmeri (Amaranthus palmeri) em Mato Grosso é conduzido pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) desde a identificação dos primeiros focos da planta daninha, em 2015.
As ocorrências identificadas pelo órgão estão concentradas principalmente nas regiões Médio-Norte, Oeste e Sudeste de Mato Grosso, áreas que concentram forte produção agrícola. Dados do monitoramento apontam ocorrências nos municípios de Tapurah, Ipiranga do Norte, Sapezal, Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, Itiquira, Primavera do Leste e Guiratinga.
“Trabalhamos no Programa Estadual de Erradicação do Amaranthus palmeri. Fazemos mensalmente o levantamento em todo o estado. Aproveitamos o vazio sanitário da soja, vazio sanitário do algodão, as outras inspeções em propriedades rurais. Uma vez constatada alguma planta com as características do palmeri, coletamos material, mandamos para o laboratório e em três dias temos o resultado”, destaca Rogaciano Arruda, agrônomo e fiscal do Indea.
Assim como o monitoramento do Indea indica, Jeferson afirma que os produtores consideram que o problema já é crítico na região dos Parecis. “O produtor ainda não tem noção da velocidade dessa disseminação. Um ano aparecem plantas pontuais que não geram preocupação e, no seguinte, a área já está tomada. Por isso afirmo que a hora certa de combater o caruru é na prevenção com o uso de sementes de cultivares resistentes a herbicidas e controle químico rigoroso”, relatou.
Conforme o gestor comercial, há casos registrados em propriedades de Mato Grosso, com fazendas mobilizando centenas de trabalhadores para capina manual e adaptações improvisadas de maquinário para tentar conter o avanço da planta daninha. Existem situações em que o problema compromete quase totalmente áreas de produção. “Tem produtor correndo risco de perder 100% da lavoura”, disse.
Outro ponto considerado alarmante é o desenvolvimento do caruru mesmo sob baixa luminosidade. Diferente de outras ervas daninhas, ele continua crescendo mesmo após o fechamento da lavoura, competindo diretamente com a cultura e dificultando o manejo.
Na prática, o avanço da planta já mudou o comportamento do produtor rural. Segundo o gestor comercial da Polato, agricultores passaram a buscar cultivares com novas biotecnologias resistentes a herbicidas mais modernos, principalmente materiais tolerantes ao glufosinato.
As biotecnologias que devem moldar o futuro do plantio já estão presentes em cultivares de algodão que estão no mercado, como a Ônix STP, Topázio B3XF, Âmbar STP, e de soja, TMG Sucupira e NEO700. São materiais que combinam genética avançada, manejo mais eficiente de plantas daninhas e resistência a doenças e nematoides.
Ele destaca que o algodão vive hoje uma transição acelerada. Biotecnologias consideradas antigas, que oferecem resistência apenas ao glifosato, devem desaparecer rapidamente do mercado. O caruru, por exemplo, já é resistente ao glifosato e outros herbicidas convencionais.
“Acho que em dois anos não teremos mais essas biotecnologias antigas. Vai ser uma virada muito rápida. Tem produtor comprando materiais sem nunca ter visto o resultado na lavoura, apenas pela segurança da biotecnologia”, afirmou.
Para Jeferson, o principal valor das novas cultivares está na previsibilidade da safra e na redução dos riscos financeiros em um momento de margens apertadas no agro. “O produtor não pode mais errar. Sem margem, já está difícil fechar a conta. Se perder produtividade, pode ficar fora do próximo ciclo”, afirmou.
Ele ressalta que o manejo sem essas tecnologias exige condições praticamente perfeitas de clima e operação. Qualquer atraso provocado por chuva ou janela de aplicação perdida compromete o controle do caruru e aumenta o risco de prejuízo.
Cultivares exclusivas com genética avançada
A Polato Sementes prioriza em seu portfólio cultivares com biotecnologias mais recentes voltadas ao manejo de ervas daninhas resistentes. A empresa trabalha com materiais exclusivos que incorporam plataformas modernas de controle e maior flexibilidade no uso de herbicidas. No cultivo de algodão, as cultivares Topázio B3XF e Âmbar STP marcam a entrada da Polato Sementes no segmento de materiais exclusivos com foco em alta tecnologia para a cotonicultura.
A empresa acaba de lançar no seu portfólio a Ônix STP, que tem como foco um algodão tolerante ao glufosinato, Durance e Glifosato e resistente a nematoide de galha, com arranque inicial agressivo.
Na Topázio B3XF, o diferencial está no pacote biotecnológico Bollgard 3 XtendFlex, que oferece resistência aos herbicidas glifosato, glufosinato e dicamba, o que amplia as possibilidades de manejo do caruru e de outras plantas daninhas de difícil controle.
Já a cultivar Âmbar STP foi desenvolvida para unir produtividade, sanidade e proteção da lavoura desde o início do ciclo. Com genética exclusiva da Polato Sementes, o material combina ciclo médio e precoce com resistência às principais doenças de solo, especialmente aos nematoides das galhas e reniforme, considerados grandes desafios da cotonicultura. A cultivar também incorpora a biotecnologia Seletio®️, da BASF, que proporciona manejo mais eficiente de plantas daninhas e reforça o controle químico da lavoura.
Para o cultivo da soja, a TMG Sucupira se destaca pela super precocidade e pelo perfil voltado ao manejo eficiente em diferentes regiões produtoras do país. O material apresenta resistência ao nematoide de cisto em múltiplas raças, além de entregar bom desempenho no manejo de plantas daninhas e tigueras, fatores que contribuem para maior segurança operacional no campo.
A cultivar NEO700 se destaca pelo alto potencial produtivo aliado à precocidade, características que favorecem maior eficiência no planejamento da safra e na janela de plantio. O material apresenta resistência ao nematoide de cisto raça 3 e comportamento moderadamente resistente às raças 6, 9, 10, 14 e 14+, reforçando a segurança fitossanitária em áreas com histórico da praga.
Fonte: Culture Comunicação | Assessoria Polato




















