Alvo da Operação Emenda Oculta, que investiga suposto desvio de emendas parlamentares destinadas a institutos, o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) afirmou que a apuração não deve prejudicar seu projeto de reeleição à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O parlamentar disse confiar no reconhecimento da população ao trabalho realizado durante o mandato.
Segundo Elizeu, sua atuação tem sido conduzida com transparência e caberá à sociedade avaliar o caso no momento adequado. Ele afirmou que qualquer julgamento deve considerar a existência ou não de comprovação de crime.
A investigação aponta que Elizeu e o irmão dele, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União), tiveram os nomes citados em dispositivos apreendidos em desdobramento da Operação Gorjeta. A apuração anterior resultou no afastamento do vereador Chico 2000 (PL) da Câmara de Cuiabá, em um caso que envolve suspeitas de desvios em eventos esportivos na Capital.
Mesmo diante das suspeitas, o deputado afirmou estar tranquilo e negou ter cometido qualquer irregularidade.
“A gente tem a tranquilidade, a paz, de que a gente não cometeu nenhum crime, nenhuma ilicitude”, declarou.
Questionado sobre a postura do Partido Novo após o cumprimento de mandados de busca e apreensão em sua residência, Elizeu afirmou que tem recebido apoio da sigla. Segundo ele, a legenda acompanha o caso e aguarda as informações que serão apresentadas ao longo da apuração.
O parlamentar também disse que o partido segue com o projeto eleitoral para este ano. A meta, segundo ele, é eleger dois deputados estaduais pelo Novo em Mato Grosso.
Elizeu ainda criticou o que chamou de criminalização das emendas parlamentares. Para o deputado, o mecanismo é legítimo e importante para a atuação dos parlamentares junto às bases eleitorais.
“As emendas são de suma importância, uma ferramenta normal e legítima dos deputados. Não podemos criminalizar as emendas porque isso enfraquece o Parlamento”, afirmou.
O deputado defendeu que o foco das autoridades seja o aperfeiçoamento da fiscalização sobre a aplicação dos recursos públicos. Para ele, os órgãos de controle devem atuar de forma integrada para evitar irregularidades, sem interromper o envio de verbas para entidades e municípios.
A Operação Emenda Oculta segue sob análise do Tribunal de Justiça. Materiais apreendidos, como notebooks e celulares, passam por perícia para detalhar o funcionamento do suposto esquema envolvendo empresas e institutos investigados.



















