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“Coisa de gente inescrupulosa”, diz Jayme sobre possível manifestação convocada por Galvan

Para Jayme, há grupos tentando se aproveitar politicamente do momento, promovendo convocações irresponsáveis e sem compromisso com a estabilidade do país

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O senador Jayme Campos (União) repudiou, nesta segunda-feira (24), declarações do fazendeiro e ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan (DC), que chamou o ministro do STF Alexandre de Moraes de “covarde” e incentivou manifestações em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso preventivamente no sábado (22). Para Jayme, há grupos tentando se aproveitar politicamente do momento, promovendo convocações irresponsáveis e sem compromisso com a estabilidade do País.

“Tem muita gente que infelizmente está tentando tirar proveito pessoal. Não estou sentindo coisa alguma. Eu posso afirmar aqui que estão tentando pegar o prestígio, o espólio do presidente Bolsonaro e isso é muito ruim. O cara aproveitar a desgraça das pessoas para tentar tirar proveito pessoal”, afirmou o senador.

Galvan, que é pré-candidato ao Senado e mantém forte base eleitoral na região de Sinop, publicou nas redes sociais críticas duras ao STF e ao governo federal. Em seu perfil no Instagram, classificou Moraes como “covarde”, atribuiu a prisão ao que chamou de “desgoverno” do presidente Lula (PT) e incentivou que apoiadores fossem às ruas.

“Se precisar, vamos às ruas. Pela liberdade do nosso capitão. Pela nossa liberdade”, escreveu. O fazendeiro também invocou o lema “Deus, Pátria, Família e Liberdade”, símbolo do bolsonarismo, ao defender manifestações.

Para Jayme, no entanto, tais convocações não têm apoio real do setor produtivo e representam tentativas oportunistas de criar instabilidade no País.

“A maioria absoluta, tenho a certeza e a convicção que estão usando desse instrumento querendo paralisação de caminhões, manifestação do agronegócio e etc. Isso não passa de gente inescrupulosa”, criticou o senador.

Galvan responde a processo no STF e foi flagrado pela Polícia Federal, em 2022, na linha de frente de atos antidemocráticos que pediam intervenção militar para impedir a posse de Lula e manter Bolsonaro no poder. Próximo de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o produtor rural sonha com o apoio do ex-presidente para sua pré-candidatura ao Senado.

O senador reforçou que o país vive um momento delicado e que ações como bloqueios de rodovias ou convocações para atos de confronto não ajudam a superar a tensão política.

“O País precisa de harmonia, de pacificação e não de interditar rodovia no Brasil. Isso para mim é pessoa inescrupulosa que quer usurpar do momento político no nosso País”, concluiu.

Segundo o senador, o foco deve ser evitar que a crise política escale e trabalhar para restabelecer um ambiente de tranquilidade institucional. Para ele, discursos que inflamam a população são perigosos e contrários ao interesse nacional.

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