O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), indicou que deve priorizar a parceria administrativa com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) em vez de seguir a orientação do próprio partido para a disputa ao Governo em 2026.
Em declaração nesta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa, o gestor afirmou que sua lealdade pertence aos eleitores rondonopolitanos e que o apoio político será uma consequência direta dos recursos e obras destinados ao município.
“Seria injusto com as pessoas de Rondonópolis se eu preferisse o partido político às pessoas. Eu prefiro ser taxado de pessoa que é infiel, que tem alguma infidelidade partidária, do que ter infidelidade às pessoas que me conduziram à prefeitura”.
A afirmação de Cláudio Ferreira marca um distanciamento da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes, seu correligionário no PL. Questionado sobre a fidelidade à sigla, o prefeito foi enfático ao dizer que não sacrificará os interesses da cidade por questões partidárias. Segundo ele, o critério para a escolha do próximo governador passará obrigatoriamente pelo volume de ajuda real – com dinheiro e obras – enviada à cidade.
O prefeito destacou que tanto o governador Otaviano Pivetta quanto o ex-governador Mauro Mendes (União) têm sido parceiros fundamentais de Rondonópolis.
Ferreira revelou que Pivetta está “no radar” para 2026 devido ao pacote de investimentos que ultrapassa os R$ 300 milhões. “Vou estar do lado de quem está do lado das pessoas de Rondonópolis”, resumiu o gestor, vinculando a cooperação política à consolidação desses compromissos.
Cláudio Ferreira fez questão de afastar qualquer boato de mágoa pessoal com Wellington Fagundes, reforçando que sua decisão é estritamente pragmática. Para o prefeito, “conversa atravessada” não sustenta alianças, e o apoio eleitoral será o resultado natural de quem “estender a mão” para as demandas da população. “Se o governo está sendo parceiro de Rondonópolis, nós vamos ser parceiros do governo”, concluiu.
















