O volante Calebe concedeu na tarde desta sexta-feira (23) entrevista coletiva na sala de imprensa do CT Manoel Dresch e falou abertamente sobre o pior início do Cuiabá no Campeonato Mato-Grossense nos últimos anos. Com apenas quatro pontos somados em quatro partidas, o Dourado acumula duas derrotas, um empate e apenas uma vitória, além de ter marcado somente um gol na competição, números muito abaixo do padrão recente do clube.
Aos 22 anos, Calebe surge como uma das principais lideranças deste novo Cuiabá, que passou por uma reformulação profunda no elenco, com mais de 20 jogadores deixando o clube após a última temporada. Mesmo jovem, o volante assumiu responsabilidades dentro e fora de campo e não escondeu a insatisfação com o momento vivido. “Ter apenas quatro pontos somados de doze é vergonhoso para nós. Sabemos da grandeza do Cuiabá e não podemos aceitar essa colocação”, afirmou.
Segundo o jogador, o principal ponto trabalhado internamente é o aspecto mental, especialmente diante da ansiedade apresentada pela equipe durante os jogos. “Estamos trabalhando muito o nosso mental. Momentos ruins vêm e vão passar, mas precisamos manter foco e cabeça no lugar para não deixar que pressões externas atrapalhem nosso ambiente”, destacou.
Calebe também comentou sobre a dificuldade de enfrentar adversários que atuam com bloco baixo, realidade constante para o Cuiabá no Estadual. “Como somos o maior time do estado, os adversários sempre vão se defender mais. A ansiedade aparece porque queremos decidir o jogo rápido, principalmente para dar tranquilidade aos meninos mais novos”, explicou.
Na derrota para o Sport Sinop, apesar do revés, o volante ressaltou a produção ofensiva da equipe. “Foi um jogo atípico. Tentamos de tudo, bola na trave, pênalti, várias finalizações, mas o goleiro deles foi o destaque. Precisamos ter mais calma e qualidade na conclusão”, analisou.
Um dos atletas que menos são substituídos, Calebe atribuiu sua evolução física à estrutura oferecida pelo clube. “O Cuiabá oferece uma estrutura completa fora das quatro linhas. Recuperação, alimentação, fisiologia. Eu também me cuido muito fora do clube, porque aos 22 anos o mínimo é ter saúde para suportar essa sequência”, disse.
Por fim, o volante reforçou a importância do próximo confronto fora de casa para quebrar o jejum de quase oito meses sem vitórias como visitante. O Dourado visita o Chapada, na noite deste sábado (24), às 18h, no estádio Apolônio Bouret. “Nada nos interessa além da vitória. Esse jejum incomoda muito e precisamos desses três pontos para reagir e brigar pelas primeiras posições”, concluiu.

















