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Botelho volta a defender aliança entre Jayme e Pivetta e vê risco de derrota sem acordo

Para o deputado, a falta de entendimento dentro do grupo pode abrir espaço para o avanço do senador Wellington Fagundes, do PL, no cenário eleitoral de outubro
Foto: ANGELO VARELA / ALMT

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O deputado estadual Eduardo Botelho, do MDB, voltou a defender a união entre o senador Jayme Campos, do União Brasil, e o governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, na disputa pelo Palácio Paiaguás. Em entrevista à Rádio Cultura FM, nessa segunda-feira (13), o parlamentar afirmou que a falta de entendimento dentro do grupo pode abrir espaço para o avanço do senador Wellington Fagundes, do PL, no cenário eleitoral de outubro.

Segundo Botelho, Jayme tem chances reais de vencer uma convenção interna no União Brasil, caso continue aparecendo bem nas pesquisas e não haja composição com Mauro Mendes e Pivetta. Na avaliação dele, a manutenção de candidaturas separadas enfraquece o grupo político e amplia o risco de derrota na eleição para o governo.

O deputado afirmou que o desempenho nos levantamentos eleitorais influencia diretamente o comportamento das lideranças partidárias. Para ele, as pesquisas acabam direcionando decisões e aproximando apoios, mesmo acima de afinidades ideológicas ou compromissos políticos mais duradouros.

Ao tratar desse ponto, Botelho lembrou a eleição de 2024 em Cuiabá. Embora tenha aparecido na liderança em parte das sondagens, ele terminou o pleito em terceiro lugar, fora do segundo turno, que acabou sendo disputado por Abilio Brunini, do PL, e Lúdio Cabral, do PT.

Na entrevista, o parlamentar também avaliou que a saída de Mauro Mendes do governo para disputar o Senado inaugura uma nova etapa na disputa política. Segundo Botelho, a força de quem ocupa o cargo é diferente da influência de quem passa a atuar apenas como candidato, o que deve permitir uma medição mais clara do peso político do ex-governador junto aos aliados e ao partido.

Questionado sobre a possibilidade de Jayme e Pivetta seguirem como adversários e Mauro manter um palanque próprio ao Senado, Botelho admitiu que esse desenho pode acontecer, mas ponderou que ainda é cedo para medir quem ganharia ou perderia com esse arranjo. Para ele, o mais seguro para o grupo continua sendo a construção de entendimento antes da definição final das candidaturas.

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