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Botelho recebe ligações de deputados apoiando reeleição, mas buscará entendimento com Max

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O deputado estadual Eduardo Botelho (União) afirmou que ainda não se decidiu sobre novamente poder disputar a presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e precisa buscar entendimento com o deputado Max Russi (PSB), que já tinha declarado sua candidatura e começado a buscar apoiadores. Segundo ele, alguns amigos já telefonaram dizendo que irão apoiá-lo caso ele consiga uma ‘brecha’ para poder concorrer novamente.

“Pra mim isso começou ontem. Vou discutir com o nosso grupo e aí nós vamos tomar uma decisão, mas a princípio eu nem discuti isso ainda com os deputados, não conversei com ele sobre isso. Recebi ligação de alguns dizendo que me apoiariam, querendo que eu seja, mas eu não tomei decisão nenhuma, eu vou conversar com todos e aí é o que o grupo decidir”, pontuou Botelho.

Na última segunda-feira (12), Max Russi (PSB) afirmou que sua candidatura estaria mantida, mesmo que Botelho conseguisse ser candidato.

Com a impossibilidade de concorrer à época, Botelho aceitou ser primeiro-secretário.

A reviravolta estaria baseada numa brecha aberta pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em voto proferido em ação que trata sobre a impossibilidade de reeleições consecutivas na Mesa Diretora da Assembleia do Paraná. Oficialmente, Botelho garante que não está pensando em Mesa, mas são fortes os rumores de que ele poderá sim buscar sua recondução.

“Eu recebi algumas ligações, inclusive de advogado, aquele doutor Cirineu me ligou, mas eu mesmo ainda não assimilei isso bem, não tomamos ainda decisões. Agora, a princípio, nós queremos manter a unidade aqui dentro. O entendimento, principalmente com o grupo do Max, que é o nosso companheiro, nosso parceiro aqui. Nós vamos fazer de tudo para continuarmos juntos, pra continuar uma Assembleia sem disputas, sem brigas”, finalizou.

Há algumas semanas, contando com a certeza de que Botelho não seria candidato, Max já contabilizava 15 votos, que podem diminuir, por conta da força do atual presidente.

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