Durante a aprovação em primeira votação do projeto que concede reajuste salarial de 6,38% aos servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), nesta quarta-feira (22), o deputado Paulo Araújo (PP) optou por se abster da votação e aproveitou para fazer críticas sobre a disparidade nos valores pagos entre os poderes do Estado. Ele ressaltou que sua abstenção foi uma forma de manifestar essa posição e de cobrar uma revisão mais ampla sobre a remuneração dos servidores.
“Desde o primeiro momento eu venho alertando vários deputados, inclusive os poderes, o estado de Mato Grosso é um só. O poder Executivo é o poder que arrecada e distribui. Não tem porque o estado praticar valores de remuneração diferenciada para os poderes. Nós não podemos mais admitir isso […] Servidor do Executivo tem que ter o mesmo tratamento do servidor do Judiciário, do Legislativo, do Ministério Público, da Defensoria. Então a minha abstenção foi exatamente para dizer ‘para’”, afirmou.
O parlamentar lembrou ainda o tamanho do funcionalismo público estadual, destacando que o Executivo conta com cerca de 100 mil servidores, muitos dos quais também reivindicam reajustes.
“Recebo mensagens todos os dias dos servidores do Legislativo que também querem o mesmo tratamento. Por que não vamos dar o mesmo tratamento? Chega um momento que não dá, ainda mais um ganho real que é exatamente aquilo que os outros servidores querem. Nós não demos nem o retroativo do RGA”, criticou.
Quanto à polêmica na contagem dos votos durante a votação, o deputado disse acreditar que houve falhas, mas que um acordo evitou que o processo precisasse ser revertido naquele momento.
“Eu acredito que houve falhas na primeira votação com relação à contagem. Por outro lado, houve um acordo para não ficar estranho voltar atrás quando o presidente declarou que o projeto foi aprovado e, como vai ter segunda votação no plenário, vai se resolver de fato quem vai votar a favor e contra o projeto”, concluiu.

















