O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Fernando Tinoco, defendeu mudanças na legislação brasileira para endurecer o combate às facções criminosas. Ele afirmou ser favorável à classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, medida adotada pelos Estados Unidos no início do mês passado.
Segundo Tinoco, o Brasil deveria ter tomado a iniciativa antes, com a criação de normas mais rígidas para enfrentar o crime organizado. Para ele, a legislação precisa garantir mais proteção às vítimas e reforçar a atuação das forças de segurança.
“Entendo que existe uma necessidade de mudança nas legislações nacionais. Nós vimos nos últimos dias os Estados Unidos considerando o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas”, afirmou.
O comandante disse ainda que medidas mais duras deveriam ter sido implementadas pelo próprio país para combater as facções.
“Eu entendo que isso deveria ter sido feito por nós, nós teríamos que implementar ações, legislações mais duras, mais firmes para realmente garantir a segurança e o respeito às vítimas e não ao criminoso”, completou.
Tinoco também defendeu maior participação de policiais militares na política. Segundo ele, integrantes das forças de segurança são cidadãos e podem disputar cargos eletivos quando se sentirem preparados para contribuir com a sociedade.
“Eu acredito que somos militares, mas acima de tudo somos cidadãos. A lei nos permite que todas as vezes que nós nos sentimos preparados e capazes de servir com comprometimento com a sociedade, o militar tem que se candidatar e servir a população dessa forma também”, disse.
Para o comandante, a atuação política pode ser um caminho para apresentar soluções a problemas enfrentados pela população.
“Na política você pode trazer muitas soluções positivas para a sociedade”, afirmou.


















