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Homem morre após apontar arma para policiais durante atendimento de violência doméstica

Paulo Henrique Jesus dos Anjos, estava nas proximidades de sua residência, mesmo existindo uma medida protetiva em vigor contra ele

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Um homem identificado como Paulo Henrique Jesus dos Anjos, de 26 anos, morreu após ser baleado durante uma intervenção da Polícia Militar na madrugada desta segunda-feira (29), em Confresa. A ocorrência foi registrada após denúncias de violência doméstica e descumprimento de medida protetiva.

De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Patrulha Maria da Penha foram acionadas por volta da 1h30 após receberem mensagens e imagens enviadas pela vítima, que pedia socorro e informava que o ex-companheiro, Paulo Henrique Jesus dos Anjos, estava nas proximidades de sua residência, mesmo existindo uma medida protetiva em vigor contra ele.

Ainda conforme o registro policial, a mulher relatou que o suspeito havia retirado as chaves da residência e tentava invadir o imóvel. Diante da denúncia, os policiais seguiram até o endereço informado.

Ao perceber a chegada da viatura, Paulo Henrique fugiu para um terreno localizado em frente à casa da vítima. Durante o acompanhamento, segundo a versão apresentada pela Polícia Militar, o suspeito sacou uma arma de fogo e passou a ameaçar os agentes. Mesmo após diversas ordens para que largasse a arma, ele não obedeceu. Diante da situação, um dos policiais efetuou disparos para conter a ameaça.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, porém a equipe médica constatou a morte do suspeito ainda no local.

A vítima informou aos policiais que, horas antes, havia sido agredida fisicamente em uma distribuidora da cidade. Segundo seu relato, o ex-companheiro a agrediu com socos, provocou escoriações no pescoço, cotovelo e perna, além de ameaçá-la de morte. Ela também afirmou que precisou fugir para preservar a própria vida e que chegou a pedir ajuda em uma residência próxima.

Ainda conforme o depoimento, o homem demonstrava comportamento possessivo e ciúmes constantes, além de controlar seu telefone celular e praticar agressões recorrentes. A mulher declarou que trabalha como garota de programa e que Paulo Henrique tinha conhecimento da atividade, mas não aceitava a situação.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou os trabalhos periciais no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de necropsia.

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