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Faissal afirma que foi citado em suposto esquema apenas por sua atuação como advogado

Deputado estadual sustenta que trabalhou legalmente em disputa fundiária investigada pela Polícia Federal e diz não ter qualquer relação com movimentações financeiras apuradas
Foto: JL Siqueira/ALMT

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O deputado estadual Faissal Calil (PL) contestou sua inclusão entre os alvos da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de comercialização de decisões judiciais envolvendo processos de disputa de terras em Mato Grosso. Segundo o parlamentar, sua participação no caso se restringe à atuação profissional como advogado em uma ação agrária.

A investigação também alcançou o desembargador afastado Dirceu dos Santos, o advogado Bruno Castro e outros envolvidos. De acordo com a Polícia Federal, a operação busca reunir provas sobre um possível esquema de negociação de decisões judiciais no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Durante entrevista concedida à Rádio Cultura FM nesta segunda-feira (15), Faissal explicou que foi contratado por um empresário do ramo madeireiro para atuar em uma disputa relacionada a uma propriedade rural localizada no município de Cláudia. O deputado destacou que assumiu a defesa do cliente antes mesmo de o processo ser encaminhado ao desembargador Dirceu dos Santos.

“O cliente não procurou o ex-assessor do Dirceu. Procurou o advogado Faissal Calil, especialista em Direito Agrário”, afirmou.

Faissal lembrou que trabalhou como assessor do magistrado há aproximadamente oito anos, mas ressaltou que não mantinha qualquer relação profissional com ele quando passou a atuar no caso.

Segundo o parlamentar, todos os serviços prestados foram realizados dentro da legalidade, com contratos formalizados e emissão de notas fiscais.

“O processo já estava em andamento quando foi redistribuído. Minha atuação foi legítima, legal e transparente”, disse.

O deputado também relatou que colaborou com as investigações e entregou voluntariamente seu aparelho celular e os dados de acesso aos agentes federais.

“Minha vida está naquele aparelho. Entreguei tudo para a Polícia Federal porque não tenho nada a esconder”, declarou.

Ao comentar os elementos reunidos pela investigação, Faissal afirmou que seu nome não aparece nas movimentações financeiras citadas na decisão judicial que autorizou a operação.

“Quando a decisão trata de transferências e movimentações financeiras, meu nome não aparece. Não existe nenhuma operação econômica minha relacionada a isso”, finalizou.

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