Um homem de 33 anos que se apresentava como médico foi preso na tarde desta quarta-feira (10), em Sorriso, após ser denunciado por um jovem de 18 anos por suposta importunação sexual durante um atendimento realizado em uma farmácia da cidade.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima procurou a Polícia Militar após relatar que passou por uma situação constrangedora enquanto recebia uma aplicação de vitaminas na Farmácia Brasil.
O jovem contou aos policiais que estava com um forte quadro gripal e procurou o estabelecimento em busca de atendimento. No local, foi recebido por um homem que se identificou como médico e explicou o procedimento que seria realizado.
Segundo o relato, ao ser encaminhado para a sala de aplicação, ele questionou se a medicação seria administrada no ombro ou na região glútea. O suspeito informou que a injeção seria aplicada no glúteo.
A vítima afirmou que abaixou parcialmente as roupas, procedimento que já conhecia por ter recebido aplicações intramusculares anteriormente. No entanto, relatou que o profissional solicitou que retirasse ainda mais as vestimentas e, em seguida, teria puxado sua cueca e calça até a altura dos joelhos.
Conforme a denúncia, o suspeito passou a tocar partes do corpo que, na avaliação da vítima, não possuíam relação com o procedimento médico informado.
O jovem relatou que se sentiu desconfortável e estranhou a conduta adotada durante o atendimento. Após receber a medicação, deixou o estabelecimento e seguiu para o trabalho.
Já no serviço, ele compartilhou o ocorrido com um colega, que o orientou a procurar ajuda. Posteriormente, após conversar com uma psicóloga, recebeu a recomendação de registrar a ocorrência junto às autoridades policiais.
Diante da denúncia, uma equipe da Polícia Militar acompanhou a vítima até a farmácia. No local, os policiais encontraram o suspeito trabalhando normalmente no balcão do estabelecimento.
Após ser informado sobre as acusações, o homem foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Sorriso para prestar esclarecimentos. Segundo a PM, ele não ofereceu resistência à prisão, razão pela qual não foi necessário o uso de algemas.
A Polícia Civil apura o caso e deverá investigar as circunstâncias do atendimento, além de verificar a formação profissional do suspeito e se existem outras possíveis vítimas.
O caso foi registrado como importunação sexual e segue sob investigação.
















