Uma ação da Polícia Militar resultou no resgate de um homem de 30 anos que era mantido em cárcere privado e submetido a sessões de tortura por supostos integrantes de uma facção criminosa no distrito de Conselvan, em Aripuanã, na noite dessa sexta-feira (5/6).
De acordo com informações da ocorrência, os policiais receberam uma denúncia relatando que uma pessoa estava amarrada em um imóvel conhecido como antiga Boate Links, localizado em frente à Igreja Cristã do Brasil. O local estaria sendo utilizado por membros de uma organização criminosa.
Ao chegarem ao endereço, os militares encontraram a vítima amarrada e apresentando sinais visíveis de agressões. No interior do estabelecimento também estavam dois homens, de 22 e 26 anos, apontados como responsáveis por praticar atos de tortura contra a vítima.
Segundo a Polícia Militar, os suspeitos realizavam uma videochamada com outros integrantes da facção no momento da abordagem. Durante a ligação, os participantes teriam feito ameaças de morte contra o homem sequestrado, afirmando que ele não deixaria o local com vida.
A vítima relatou aos policiais que estava consumindo bebidas no bar quando foi rendida, sequestrada e mantida em cárcere privado pelos suspeitos. Bastante abalada, ela informou estar com medo de represálias e confirmou ter ouvido ameaças de execução durante o período em que permaneceu sob o poder dos criminosos.
Durante a prisão, um dos suspeitos resistiu à abordagem, avançando contra os policiais e tentando agredi-los para escapar do flagrante. Diante da resistência, os agentes utilizaram força moderada para conter o indivíduo e solicitaram reforço policial para garantir a segurança da equipe e da vítima.
No local, os policiais apreenderam porções de maconha, uma substância análoga à cocaína, três aparelhos celulares, além de um alicate e um canivete que, conforme a ocorrência, teriam sido utilizados nas agressões contra a vítima.
Os dois suspeitos foram encaminhados ao quartel da Polícia Militar para registro do flagrante. Como apresentavam escoriações decorrentes da resistência à prisão, ambos foram levados posteriormente ao Hospital Municipal de Aripuanã para atendimento médico, uma vez que não havia atendimento disponível em Conselvan no momento da ocorrência.
As investigações devem prosseguir para identificar outros envolvidos mencionados na videochamada e apurar a participação da organização criminosa no caso.


















