A interrupção temporária das operações aéreas na região de São Paulo na manhã desta terça-feira (2), confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB), acendeu um sinal de alerta para passageiros de Mato Grosso que dependem das principais rotas nacionais operadas a partir dos aeroportos paulistas.
Embora a FAB tenha informado que o problema técnico operacional externo foi rapidamente solucionado e que todas as atividades já foram restabelecidas, especialistas do setor apontam que qualquer paralisação no espaço aéreo de São Paulo costuma provocar um efeito cascata em todo o país, especialmente em aeroportos que mantêm forte ligação com os terminais de Congonhas, Guarulhos e Viracopos.
O Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, está entre os terminais que podem sentir os reflexos. Isso porque grande parte dos voos que chegam e partem de Cuiabá tem origem ou destino nos aeroportos paulistas, considerados o coração da malha aérea brasileira.
O alerta não é apenas teórico. Em abril deste ano, uma falha semelhante no sistema de controle do espaço aéreo afetou operações na região de São Paulo e provocou atrasos em pelo menos dez voos com origem ou destino em Cuiabá. Na ocasião, passageiros enfrentaram mudanças de horário e readequações operacionais enquanto o sistema era restabelecido.
Na nota divulgada nesta terça-feira, a FAB ressaltou que as aeronaves foram devidamente sequenciadas e que todos os protocolos internacionais de segurança foram cumpridos durante a intercorrência. O órgão destacou ainda que não houve comprometimento da segurança operacional.
Até o momento, a concessionária Centro-Oeste Airports (COA), responsável pelo Aeroporto Marechal Rondon, não informou registro de cancelamentos relacionados ao episódio. Ainda assim, passageiros com viagens programadas para esta terça-feira devem acompanhar o status dos voos junto às companhias aéreas, já que atrasos em aeroportos estratégicos costumam repercutir ao longo do dia em diversos destinos do país.
A situação reforça a dependência da aviação brasileira do complexo aeroportuário paulista, responsável por concentrar parte significativa do tráfego aéreo nacional e internacional. Quando o sistema para em São Paulo, os efeitos rapidamente se espalham pelos aeroportos regionais, incluindo Cuiabá.















