A Operação Energia Limpa resultou na prisão de oito pessoas por envolvimento em furtos de energia elétrica em Mato Grosso durante a última semana. As ações ocorreram em Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Nova Mutum e Rondonópolis, com participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Politec e Energisa.
Na capital, uma fiscalização realizada no bairro Porto identificou irregularidades em 19 das 20 kitnets vistoriadas. As equipes encontraram ligações clandestinas conectadas diretamente à rede de distribuição, sem qualquer sistema de medição de consumo. Três moradores foram encaminhados à delegacia.
Ainda em Cuiabá, os fiscais constataram uma fraude em uma distribuidora de bebidas localizada na região do Morada da Serra. No local, havia uma ligação irregular diretamente na rede elétrica e um medidor instalado de forma indevida. O proprietário do estabelecimento foi conduzido para prestar esclarecimentos.
Em Nova Mutum, uma unidade consumidora que aparecia desligada no sistema foi encontrada em funcionamento por meio de uma ligação clandestina. O imóvel não possuía medidor e acumulava dívida superior a R$ 70 mil. O responsável foi levado à delegacia e, segundo as autoridades, também possuía um mandado de prisão em aberto.
Outra fiscalização no município revelou que um estabelecimento comercial utilizava energia de forma irregular há mais de um ano. A proprietária foi encaminhada pela Polícia Civil após a constatação da fraude.
Já em Rondonópolis, uma pessoa foi presa após a identificação de um equipamento adulterado instalado no medidor de energia. A irregularidade foi descoberta com auxílio do dispositivo Var Scan, utilizado para detectar manipulações e desvios na rede elétrica.
Em Chapada dos Guimarães, uma denúncia levou as equipes até uma propriedade na região do Manso. Durante a vistoria, foi encontrada uma ligação clandestina em uma chácara que já havia sido embargada pela Polícia Federal. A unidade acumulava débito superior a R$ 165 mil junto à concessionária. O gerente responsável pelo imóvel foi conduzido à delegacia.
Segundo o gerente de Combate a Perdas da Energisa Mato Grosso, Luciano Lima, além de configurar crime, o furto de energia representa riscos à segurança da população e pode provocar sobrecargas, interrupções no fornecimento, curtos-circuitos e incêndios.


















