Um jovem de 21 anos morreu após ser atropelado por uma caminhonete Toyota Hilux na noite de sábado (30), em Sapezal. A vítima, identificada como Gabriel Correa Sabatini, trabalhava como entregador e não resistiu aos ferimentos provocados pela colisão.
Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que a caminhonete atinge a motocicleta conduzida por Gabriel. Com a violência do impacto, o jovem foi lançado a vários metros de distância e sofreu ferimentos graves.
Equipes de resgate foram acionadas e prestaram os primeiros atendimentos à vítima. Gabriel chegou a ser encaminhado para uma unidade de saúde, mas morreu durante o trajeto devido à gravidade das lesões.
Após o acidente, o motorista José Lázaro Schneider, preso em flagrante foi colocado em liberdade provisória neste domingo (31), após pagamento de fiança fixada em R$ 16,2 mil pela Justiça.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia. Além da fiança, o magistrado determinou a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do investigado, proibiu a mudança de endereço sem autorização judicial e vetou a frequência a bares, distribuidoras de bebidas alcoólicas, boates e estabelecimentos semelhantes.
Com informações repassadas por testemunhas, policiais militares localizaram a caminhonete estacionada em frente à residência do suspeito. O veículo apresentava danos compatíveis com o acidente. José Lázaro foi encontrado dentro do imóvel e submetido ao teste do bafômetro, que apontou 0,86 miligrama de álcool por litro de ar expelido, índice considerado crime de trânsito.
Durante a audiência, a defesa alegou supostas irregularidades na atuação policial, incluindo invasão de domicílio e uso indevido de algemas. No entanto, o juiz rejeitou os argumentos e reconheceu a legalidade da prisão em flagrante, destacando que houve perseguição ininterrupta após o acidente.
Apesar disso, o magistrado concedeu liberdade provisória ao investigado. Na decisão, observou que não houve pedido de prisão preventiva por parte da Polícia Civil ou do Ministério Público e ressaltou que o acusado não possui antecedentes criminais e exerce atividade profissional lícita.
A liberação provocou indignação entre familiares e amigos de Gabriel. Ainda no domingo, um grupo se reuniu em frente à residência do motorista para protestar contra a decisão judicial e cobrar justiça pela morte do jovem entregador.
A Polícia Civil segue investigando o caso.

















