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“Isso em ano eleitoral é covardia”, diz Margareth sobre votação de escala 6×1

Senadora afirma que debate ocorre em momento sensível e defende modelo baseado em remuneração por hora trabalhada
Margareth Buzzeti

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Mesmo fora do Senado desde o retorno do titular da vaga, Carlos Fávaro (PSD), Margareth Buzetti (PP) avaliou que a proposta que altera a jornada de trabalho e reduz a escala 6×1 não deverá enfrentar resistência política significativa no Senado, especialmente por tramitar em um período pré-eleitoral. Apesar disso, a parlamentar demonstrou preocupação com os impactos econômicos da medida, principalmente para pequenos e médios empresários do setor de serviços.

“Não acredito. É ano eleitoral. Não tem como. Por isso que eu falo, é uma covardia discutir isso nesse período”, afirmou ao comentar a possibilidade de a matéria encontrar dificuldades para aprovação na Casa.

Para a ela, o modelo ideal seria uma modernização das relações trabalhistas baseada na remuneração por hora efetivamente trabalhada, garantindo os mesmos direitos e encargos independentemente da carga horária exercida pelo trabalhador.

“Você paga os encargos por hora trabalhada. Isso seria o ideal. Aí se você quiser trabalhar três horas, dez horas com as mesmas garantias. Agora, do jeito que estão colocando goela abaixo, assim…”, declarou.

Buzetti também argumentou que uma eventual redução da jornada sem mudanças estruturais pode elevar os custos das empresas e acabar sendo repassada ao consumidor final. Segundo ela, segmentos que dependem de funcionamento contínuo, como padarias, restaurantes e demais prestadores de serviços, seriam os mais afetados pelas novas regras.

“Quem vai pagar a conta é o consumidor. Os produtos vão ficar mais caros, tudo vai ficar mais caro. Por exemplo, nós já fazemos 5×2 há muito tempo, máximo 5h por 2h30, mas e a padaria, não vai sair pão sábado de manhã? O restaurante não vai funcionar?”, questionou.

A senadora acrescentou que “toda a cadeia de serviço é a mais prejudicada” e afirmou que “o pequeno e o médio empresários serão os grandes afetados, principalmente o setor de serviços”.

A proposta que ficou conhecida como “fim da escala 6×1” prevê a redução da jornada de trabalho atualmente adotada em diversos setores da economia, nos quais o trabalhador exerce suas funções durante seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso.

Defensores da mudança argumentam que a medida pode melhorar a qualidade de vida, a saúde física e mental dos trabalhadores. Já críticos da proposta alertam para possíveis impactos nos custos das empresas, especialmente nos setores de comércio e serviços, que dependem de funcionamento contínuo e podem precisar ampliar contratações para manter o atendimento ao público.

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