O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, recebeu cerca de R$ 526 mil em salários brutos mesmo tendo trabalhado apenas 39 dias na Assembleia Legislativa de Mato Grosso ao longo de um ano e meio. Servidor efetivo da Casa desde 1983, ele ocupa o cargo de técnico legislativo e está lotado no gabinete do deputado Juca do Guaraná.
Após retornar oficialmente à Assembleia em janeiro de 2025, Emanuel teve a reintegração publicada pela Mesa Diretora. Porém, no mesmo período, foi beneficiado com três meses de licença-prêmio, permanecendo afastado até abril.
Na sequência, o ex-prefeito ainda tirou 30 dias de férias e prolongou a ausência até maio. Depois disso, conseguiu novo afastamento de 14 meses também por licença-prêmio, com previsão de retorno apenas em setembro deste ano.
Com a sequência de licenças e férias, Emanuel permaneceu em atividade por somente 39 dias durante o período analisado, apesar de continuar recebendo remuneração integral como servidor efetivo da ALMT.
O caso gerou repercussão por envolver pagamentos elevados e longos afastamentos do cargo público logo após o fim do mandato na Prefeitura de Cuiabá.


















