A Assembleia Legislativa de Mato Grosso ampliou o alcance da CPI da Saúde após parecer favorável da Procuradoria da Casa autorizando a inclusão de contratos firmados entre 2024 e 2025 nas investigações. A medida foi apresentada durante reunião da comissão presidida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD).
Com a decisão, a CPI poderá investigar contratos ligados ao Hospital Central de Cuiabá e à atuação de organizações sociais na rede estadual de saúde. Um dos principais pontos em análise envolve o contrato com a Sociedade Beneficente Hospital Israelita Albert Einstein para gestão do Hospital Central.
Segundo informações apresentadas à comissão, cerca de R$ 190 milhões teriam sido pagos entre maio e dezembro de 2025, período em que a unidade ainda não funcionava plenamente. O hospital foi inaugurado oficialmente apenas em dezembro daquele ano, com início efetivo dos atendimentos em janeiro de 2026.
A CPI também deve apurar contratos da OSS Agir no Hospital Regional de Cáceres. Deputados querem esclarecimentos sobre critérios técnicos, metas assistenciais e cláusulas dos acordos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde.
O parecer foi elaborado pelo procurador Francisco Edmilson Brito Junior, que apontou conexão entre os novos fatos e o objeto inicial da investigação.
Apesar do aval jurídico, a ampliação ainda precisa ser formalmente aprovada pelos integrantes da comissão. Caso haja divergência, o tema poderá ser levado ao plenário da Assembleia.
O presidente da ALMT, Max Russi (Podemos), defendeu a ampliação da CPI e afirmou que a Assembleia precisa garantir fiscalização rigorosa sobre os recursos públicos investidos na saúde estadual.


















