O ex-governador Mauro Mendes (União) se manifestou nesta quinta-feira (7) sobre o caso envolvendo estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, que criaram uma lista classificando universitárias como “estupráveis”. Em publicação nas redes sociais, Mauro afirmou que atitudes desse tipo representam o início de uma escalada de violência contra as mulheres e precisam ser combatidas com rigor.
Segundo ele, não é possível admitir discursos que exponham, ridicularizem ou desrespeitem mulheres, principalmente dentro de um ambiente acadêmico. O ex-governador classificou como inadmissível a criação e o compartilhamento do conteúdo por um estudante da instituição.
“É assim que a violência contra a mulher começa, com atitudes que diminuem, expõem, ridicularizam e menosprezam aquilo que é feminino, avançando para a violência verbal, psicológica e física”, destacou.
Mauro também afirmou que a chamada “epidemia de ódio às mulheres” deve ser enfrentada desde sua origem. Ex-aluno da UFMT e ex-presidente do Diretório Central dos Estudantes, ele declarou que pessoas responsáveis por disseminar esse tipo de violência não deveriam permanecer na universidade. O ex-governador ainda defendeu a criação de leis mais severas para punir crimes dessa natureza.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de mensagens trocadas entre estudantes, nas quais universitárias, principalmente calouras dos cursos de Direito, Engenharia e Ciências da Computação, eram alvo de comentários ofensivos e sexualizados. Em uma das conversas, um dos envolvidos afirmou que pretendia “molestar” uma colega e recebeu respostas com risadas dos demais participantes. Na sequência, sugeriu a criação de um ranking com as alunas consideradas mais “estupráveis”, proposta que foi aceita por outros integrantes do grupo.



















