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Deputado Elizeu Nascimento nega desvio de emendas e afirma que dinheiro apreendido é legal

“O dinheiro é declarado. Foram recolhidos extratos e comprovantes de saque da minha conta. Ali tem salário, verba indenizatória e outros valores movimentados legalmente”, afirmou.

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O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) afirmou nesta semana que os R$ 150 mil encontrados em sua residência durante a Operação Emenda Oculta têm origem legal e fazem parte de valores declarados à Receita Federal. Alvo da investigação conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), do Ministério Público Estadual (MPE), o parlamentar negou qualquer irregularidade envolvendo o uso de emendas parlamentares destinadas a projetos esportivos e culturais.

Segundo Elizeu, a quantia apreendida corresponde à soma de salário, verba indenizatória e aposentadoria recebida da Polícia Militar. O deputado alegou ainda que os valores estavam devidamente registrados em sua declaração de Imposto de Renda e acompanhados de comprovantes bancários apresentados às autoridades.

“O dinheiro é declarado. Foram recolhidos extratos e comprovantes de saque da minha conta. Ali tem salário, verba indenizatória e outros valores movimentados legalmente”, afirmou.

O parlamentar também disse que possui o hábito de manter dinheiro em espécie em casa, especialmente durante períodos eleitorais. De acordo com ele, essa prática já havia sido informada anteriormente em prestações de contas eleitorais.

Elizeu citou que, em 2018, quando disputou pela primeira vez uma vaga na Assembleia Legislativa, já possuía cerca de R$ 150 mil guardados em casa. Em 2022, durante a campanha à reeleição, declarou patrimônio semelhante, entre R$ 170 mil e R$ 180 mil em espécie.

Além de negar irregularidades financeiras, o deputado saiu em defesa das emendas parlamentares destinadas ao setor educacional. Conforme o parlamentar, aproximadamente R$ 7,7 milhões foram aplicados nos últimos anos na compra de kits esportivos e uniformes para escolas militares em Mato Grosso.

Segundo ele, os recursos beneficiaram mais de 25 unidades educacionais em diferentes municípios do estado. “É um investimento que chega diretamente às famílias e aos estudantes das escolas militares. Em muitas dessas entregas eu estive presente acompanhando pessoalmente”, declarou.

Sobre a posição do Partido Novo, que informou poder adotar medidas disciplinares caso as suspeitas sejam confirmadas, Elizeu afirmou considerar natural o posicionamento da legenda diante de uma investigação em andamento. Ainda assim, ressaltou que qualquer punição deve ocorrer apenas após decisão definitiva da Justiça.

“Estou tranquilo porque não fizemos nada de errado. Agora aguardamos acesso completo aos autos para apresentar a defesa”, disse.

A Operação Emenda Oculta foi deflagrada após investigadores encontrarem um vídeo que registraria um suposto pagamento de propina relacionado ao direcionamento de emendas parlamentares. Entre os alvos da investigação estão Elizeu Nascimento e o irmão dele, Cezinha Nascimento (União Brasil).
O material teria sido localizado em um celular apreendido durante a Operação Gorjeta, conduzida anteriormente pela Polícia Civil. A partir das imagens e de outras provas, investigadores passaram a apurar um suposto esquema envolvendo o direcionamento de recursos públicos para entidades privadas.

Conforme as investigações, emendas parlamentares teriam sido destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (IBRACE). A suspeita é de que parte dos recursos fosse desviada por meio da empresa Sem Limites Esporte e Evento LTDA, responsável por receber pagamentos dos institutos e posteriormente redistribuir valores.

A Operação Emenda Oculta é tratada como um desdobramento da Operação Gorjeta, deflagrada em janeiro de 2026, que investigou possíveis desvios de cerca de R$ 3 milhões em emendas parlamentares ligadas à Câmara Municipal e à Secretaria de Esportes de Cuiabá. Na ocasião, as investigações resultaram no afastamento do então vereador Chico 2000.

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