O assassinato da empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, foi motivado por conflitos no relacionamento e possíveis questões financeiras envolvendo o companheiro, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos. Segundo a delegada Eliane da Silva Moraes, o próprio suspeito procurou a polícia inicialmente alegando ser vítima de extorsão, afirmando que a mulher havia desaparecido e que “havia pessoas ligando para ele, pedindo resgate”.
A versão, no entanto, começou a apresentar inconsistências durante o depoimento. De acordo com a delegada, o comportamento do suspeito levantou suspeitas, especialmente após a análise de detalhes que indicavam tentativa de ocultação de provas. “A partir de uma camisa que ele estava vestido no domingo, que foi o último dia que ele tirou uma foto com ela, a equipe começou a desconfiar porque já estava lavadinha”, relatou.
Ao ser confrontado, Jackson demonstrou nervosismo, entrou em contradição e acabou confessando o crime, indicando também onde havia enterrado o corpo.
Ainda conforme a autoridade policial, o relacionamento de 11 anos era marcado por conflitos. “Ele diz que perdeu a cabeça, que estava tendo atrito com ela. Ele teve um filho com outra mulher e, por conta disso, estava havendo muito atrito entre eles”, explicou a delegada.
A investigação aponta que a vítima foi imobilizada antes de ser morta. “Ela estava com os pés amarrados com aquela braçadeira, enforca-gato. Os braços também e o pescoço. Na verdade, ele enforcou ela”, afirmou Eliane Moraes.
Após o crime, o suspeito teria transportado o corpo durante a madrugada e enterrado em uma cova no quintal de outro imóvel, na tentativa de ocultar o feminicídio.
Além da motivação passional, a Polícia Civil apura possível interesse financeiro. Há indícios de que valores da conta da empresária possam ter sido movimentados no dia do crime, o que ainda está sob investigação.

















