O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) subiu o tom contra o cenário de insolvência que atinge as famílias brasileiras, classificando a atual crise financeira como o resultado de uma “tempestade perfeita” entre propaganda agressiva, crédito fácil e o avanço dos jogos de azar. Para o gestor, o país vive um momento de descontrole que exige um “pacto nacional” urgente para evitar um colapso no orçamento doméstico e na capacidade de investimento do setor produtivo.
Pivetta aponta que a tecnologia, embora facilite a vida, tornou-se uma armadilha de consumo. “Infelizmente, hoje nós temos milhares e milhares de estímulos para gastar todo dia. Isso tem sido estimulado muito em função da facilidade de comunicação, da propaganda e também do crédito descontrolado, como vimos no setor público com o empréstimo consignado”, afirmou. Além do crédito bancário tradicional, o vice-governador destacou um componente que considera devastador para a economia popular: “Não tenho dúvida, pesquisas recentes mostram a desgraça que é essa jogatina. Nós precisamos no Brasil rever essa questão do endividamento”.
A solução, segundo o governador, passa por uma reeducação cultural e financeira. “Precisamos de um novo pacto nacional para conscientizar as famílias a terem essa noção de cuidar do dinheiro, para gastar até o limite do que se consegue ganhar”, defendeu.
No entanto, Pivetta não poupou críticas à gestão econômica federal, a quem atribui a responsabilidade pelas taxas de juros que sufocam o cidadão.
“Nós temos um concorrente aí que é ‘a viúva’. O Governo Federal gastando muito mais do que arrecada e, com isso, as taxas de juros são exorbitantes. Qualquer pequeno empreendedor que vá tomar empréstimo paga hoje 30% ao ano de juros. Isso é algo que nós precisamos corrigir”, concluiu, alertando que o desequilíbrio fiscal da União é o principal motor do encarecimento do dinheiro no bolso de quem produz e consome.



















