O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criticou duramente as declarações do deputado Valdir Barranco (PT), após o petista citar o assassinato de Raquel Cattani durante uma discussão sobre o porte de armas para mulheres.
Durante o debate, Barranco afirmou que, se o armamento fosse uma solução eficaz para defesa pessoal, Raquel não teria sido vítima de feminicídio, alegando ainda que ela e a família estariam sempre armados. Cattani classificou a fala como um abuso e um ataque à memória da filha. Segundo o parlamentar, a menção ultrapassou os limites do debate político e trouxe uma narrativa distorcida dos fatos. Ele negou que Raquel tivesse qualquer ligação com armas e afirmou que imagens utilizadas na discussão não correspondiam à realidade dela, mas sim a armamentos da própria família.
“Ele não usou minha filha para defender tese nenhuma, ele abusou do direito de fala dele. Ele vilipendiou a memória da minha filha, porque ela nunca teve arma nenhuma. Na fala dele ele usa uma fotografia com armas expostas que são minhas, da Sandra, e não da Raquel. A Raquel nunca teve arma nenhuma”, disse.
Cattani também anunciou que irá solicitar à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso a retirada do nome da filha da Procuradoria da Mulher da Casa, espaço que atualmente leva o nome de Raquel em homenagem à sua memória.
“Hoje estou solicitando à Mesa Diretora que retire o nome da Raquel da sala da Procuradoria. Se ela está sendo desonrada na sua memória dentro desta Casa, não é digno que essa homenagem continue”, afirmou.
Para ele, a permanência da homenagem se torna incoerente diante de declarações que, segundo afirma, desrespeitam a história da vítima. O deputado ainda questionou a postura do Legislativo, apontando contradição entre a homenagem prestada e as falas feitas no plenário.


















