O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), manifestou posicionamento contrário ao projeto de lei que autoriza novamente o uso de animais em espetáculos circenses no estado. O parlamentar classificou a proposta como um retrocesso nas políticas de proteção animal.
“Vejo isso como um retrocesso. Meu voto é contrário a essa mudança. Tenho defendido a causa animal desde o primeiro dia de mandato e não é o momento de retroceder, mas sim de avançar”, afirmou.
O texto em debate surgiu como substitutivo a um projeto original apresentado pelo deputado Diego Guimarães (Republicanos). A proposta inicial tratava da proibição do uso de animais em circos, mas a nova redação passou a autorizar a prática, desde que observadas regras relacionadas ao bem-estar animal.
Para Max, a mudança representa um passo atrás e, na avaliação dele, o projeto dificilmente terá apoio suficiente para ser aprovado da forma como está redigido atualmente.
“Cada deputado tem sua ideologia e ponto de vista, mas meu compromisso é com a evolução das políticas de proteção. Da forma que o projeto está, meu voto é não”, declarou.
O parlamentar também destacou sua trajetória em defesa da causa animal, lembrando que foi o primeiro deputado estadual a criar uma câmara setorial temática sobre o assunto e a garantir espaço específico no orçamento estadual para políticas públicas voltadas à proteção dos animais.
“Se antes você quisesse destinar recursos para a causa animal, não existia sequer um espaço no orçamento para isso. Nós fizemos esse trabalho de base”, pontuou.
Entre as iniciativas já aprovadas, Russi citou a Lei nº 12.646/2024, que instituiu a campanha Abril Laranja contra os maus-tratos, e a Lei nº 12.851/2025, conhecida como Eco Bike, voltada à promoção do transporte sustentável e à conscientização sobre o bem-estar animal.

















