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Restrição de emendas para shows pode impactar festivais de Chapada, afirma prefeito

Governo do Estado defende regras mais rígidas para o uso de emendas parlamentares em eventos festivos

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O prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner (União Brasil), afirmou que teme prejuízos a festivais tradicionais do município após a sinalização do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) de endurecer a liberação de recursos públicos para festas e shows. A declaração foi dada na quinta-feira (23), depois de o governo defender regras mais rígidas para o uso de emendas parlamentares em eventos festivos.

Segundo Froner, Chapada tem uma realidade diferente de outros municípios porque mantém eventos consolidados há décadas, com forte impacto no turismo e na economia local. Ele citou o Festival de Inverno, o Chapada Folia e o Réveillon nas Alturas como iniciativas que atraem visitantes e movimentam setores como hotelaria, gastronomia e comércio.

Ao comentar a fala do governador, o prefeito disse respeitar a posição do Executivo, mas defendeu que o tema seja analisado caso a caso. De acordo com ele, a prefeitura fez, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, um levantamento para medir o retorno financeiro das festividades realizadas em Chapada.

Froner afirmou que o estudo aponta retorno integral ao poder público e forte multiplicação econômica. Conforme os dados apresentados pela Secel, cada real investido no Festival de Inverno de 2025 gerou R$ 18,10 em retorno para a sociedade. O prefeito disse que aguarda a conclusão técnica do material para levá-lo oficialmente ao governador.

Na avaliação do gestor, festivais com histórico consolidado e impacto comprovado não podem ser tratados da mesma forma que eventos sem esse alcance. Ele também citou outros municípios, como Cáceres, para sustentar que o governo estadual deveria observar o retorno social e econômico antes de reduzir repasses.

A reação de Froner ocorre após Pivetta declarar que pretende reduzir drasticamente o uso de dinheiro público em festas e shows, priorizando áreas como saúde, educação, creches e segurança. O governador afirmou que não gosta de autorizar recursos para esse tipo de evento e que busca um novo modelo para retirar essa decisão do gabinete, transferindo a deliberação ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Além disso, Pivetta informou que o Estado pretende cumprir o termo de ajustamento discutido com o Ministério Público, mas quer tornar os repasses mais restritos daqui para frente. Para 2027, a proposta em debate prevê que metade das emendas impositivas seja obrigatoriamente destinada à Saúde e que, da parte livre restante, apenas 10% possa ser aplicada em eventos festivos.

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