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Mauro ironiza promessa da “picanha”, critica juros e cita alta da dívida pública no governo Lula

A declaração foi dada em entrevista ao programa Roda de Entrevista, da TV Mais, ao comentar juros, endividamento das famílias e crescimento da dívida pública
Crédito - Tonico Pinheiro - Secom-MT

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O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) criticou o cenário econômico do país sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que a vida da maior parte dos brasileiros não melhorou. A declaração foi dada em entrevista ao programa Roda de Entrevista, da TV Mais, ao comentar juros, endividamento das famílias e crescimento da dívida pública.

Na fala, Mauro ironizou a promessa de melhora no poder de compra e disse que o brasileiro “não está comendo picanha”. O ex-governador, que tem manifestado apoio político ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também afirmou que o país convive hoje com juros elevados e avanço do endividamento público.

Os dados mais recentes do Tesouro Nacional mostram que a Dívida Pública Federal encerrou 2025 em R$ 8,635 trilhões, valor usado por Mauro para reforçar a crítica à condução econômica do governo federal.

Ao tratar do impacto desse cenário sobre a população, o ex-governador associou a situação à perda de poder de compra e ao aumento da insatisfação popular. Dados do Banco Central divulgados em março apontam que 10,48% da renda mensal das famílias está comprometida apenas com o pagamento de juros, o maior nível da série em pelo menos duas décadas.

Mauro também mencionou o endividamento das famílias para sustentar que o ambiente econômico tem afetado a avaliação do governo. Em linha com esse diagnóstico, pesquisa Genial/Quaest divulgada em 15 de abril mostrou desaprovação de 52% ao presidente Lula, ante 43% de aprovação.

Na entrevista, o ex-governador afirmou que o país vive um momento de insatisfação e disse que a situação econômica não está favorável ao presidente.

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