A morte brutal de uma jovem de 20 anos Julia Vitória do Prado da Silva, de 20 anos, morta a facadas na sexta-feira (10), em Tapurah, provocou forte comoção e levou a mãe da vítima a fazer um desabafo marcado por dor e incredulidade. Ao falar sobre a perda, ela destacou o vazio deixado pela filha e a dificuldade de aceitar a tragédia.
“Debaixo de Deus, o que eu mais amo na vida são meus quatro filhos. Meu coração era dividido em quatro pedaços. Agora tem três, porque um foi levado junto com ela”, declarou, ao tentar expressar a dimensão do sofrimento.
Ainda abalada, a mãe afirmou que segue em estado de choque diante do ocorrido. “Eu tô anestesiada até agora. Não estou à base de remédio, porque tenho um Deus maravilhoso que me sustenta”, disse, ressaltando que a fé tem sido o principal apoio neste momento.
Mesmo enfrentando a dor, ela contou que precisa se manter firme para cuidar da outra filha, que exige atenção especial. No entanto, admitiu não saber como lidar com a ausência definitiva. “O que eu vou fazer aqui na terra sabendo que nunca mais vou abraçar e beijar minha filha?”, lamentou.
A mulher também relatou que, horas antes do crime, teve uma sensação estranha, como se algo ruim estivesse para acontecer. “Eu tive que voltar para casa, estava sentindo alguma coisa. Com certeza minha filha estava prestes a ser assassinada”, afirmou.
Ao ser questionada sobre a possibilidade de perdão, demonstrou incerteza diante da gravidade do caso. “Não sei. Como perdoar quem tirou a vida da sua filha?”, disse.
O crime está sob investigação da Polícia Civil e tem como principal suspeito um homem de 75 anos, que teria confessado o assassinato. Um segundo envolvido, de 66 anos, é investigado por ajudar a ocultar o corpo da vítima. Ambos permanecem presos por decisão da Justiça.
Alair é suspeito de ter assassinado a jovem com diversos golpes de faca. Já Hedio é investigado por possível participação na ocultação do corpo da vítima. Na decisão, o juiz Jean Paulo Rufino destacou a “violência exacerbada” do crime e enfatizou a “periculosidade” de Alair, apontando que ele teria desferido vários golpes contra a vítima, mesmo após ela já estar caída no chão.
Conforme o boletim de ocorrência, Alair confessou o crime e indicou onde havia escondido os objetos utilizados no assassinato, entre eles um pé de cabra e uma faca. Já Hedio afirmou que tentou ajudar a colocar o corpo no porta-malas do carro.
Julia Vitória foi encontrada morta com sinais de esfaqueamento, no bairro São Cristóvão. Ela era natural do município de Concórdia (SC) e trabalhava como atendente em uma choperia para sustentar o filho, que completou 4 anos nesta segunda-feira (13).
A motivação do crime ainda não foi divulgada e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.



















