Thiago Henrique Alves de Oliveira, de 33 anos, conhecido como “Macucu” e investigado como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, declarou em depoimento que a droga e os R$ 10 mil apreendidos em um imóvel no CPA, em Cuiabá, pertenciam à sua esposa. Ele foi preso na segunda-feira (8) após desembarcar no Aeroporto Marechal Rondon, vindo de viagem a Natal (RN).
A detenção ocorreu em cumprimento a um mandado relacionado à investigação da morte de Edson Amaral de Moura, 41 anos, o “Baleia”. Depois da prisão, os policiais seguiram para a casa onde Thiago costumava permanecer. Na residência, foram apreendidas porções de entorpecentes, dinheiro e seis celulares.
Durante o depoimento, Thiago afirmou que não morava no local, alegando que apenas passava alguns dias na casa da companheira. Ele disse desconhecer a origem da droga e do dinheiro, sustentando que todo o material apreendido seria da mulher. Também relatou que estava hospedado no imóvel após retornar de Natal, mas não informou qual seria seu destino após a estadia em Cuiabá.
Sobre os valores encontrados, disse acreditar que pertenciam à companheira, que, segundo ele, teria trabalhado como garota de programa antes de iniciar o relacionamento.
Thiago é investigado por três homicídios registrados em Cuiabá em setembro, além de tráfico de drogas, organização criminosa e uso de diversos aparelhos celulares para aplicar golpes em plataformas de compra e venda.
No momento da abordagem dentro da aeronave, ele ainda tentou destruir o próprio celular para impedir que os investigadores acessassem o conteúdo do aparelho. De acordo com o delegado Bruno Abreu, o suspeito arremessou o telefone com força contra o chão, mas o impacto foi amortecido pelo piso emborrachado, impedindo a destruição do dispositivo. O equipamento foi recolhido e será periciado.
A Politec realizou os trabalhos de perícia no material apreendido. A Polícia Civil investiga o caso.


















